Correio do Minho

Braga, sábado

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Nós e os outros… Um dia da mãe diferente:

Cansaço psicológico

Nós e os outros… Um dia da mãe diferente:

Voz às Escolas

2020-05-04 às 06h00

João Andrade João Andrade

Ontem, um dia da mãe muito diferente… irresponsavelmente impensável há um ano atrás... mas, nas mães destes últimos tempos, um retrato do melhor que os mesmo evidenciaram: começando na mãe que sai para trabalhar todos os dias, pondo a sua vida em risco para sustentar os seus filhos ou proteger os filhos dos outros; a mãe que, trabalhando, se nega à proximidade dos seus para os proteger; a mãe que em casa tudo faz para que a família continue equilibradamente a funcionar; a mãe, em teletrabalho, que ainda encontra tempo para ajudar os seus filhos na aprendizagem (que, de quando em quando, faz pausas inquietas e se esconde atrás das portas, atenta a se está tudo bem); a mãe, por mais velha, sofrendo com a distância dos seus filhos e netos, mas sabendo que essa distância é a resposta, plena de amor, ao amor que sempre lhes entregou… ainda a filha, que o tempo faz com que, muitas vezes, seja agora a mãe dos seus pais…; nelas – e nos pais que, tantas vezes, também são mães – a elevação da condição humana, que obriga, mas também garante, que este empreendimento, de vida, deva e tenha que chegar a bom porto…
A estas mães, agora que paulatinamente nos desconfinamos, num mundo, ainda que um pouco melhor preparado, mais perigoso do que quando entrámos em reclusão, o alerta para que, precisamente porque todos agora vamos começar a sair e a interagir mais, a nossa guarda deva ser redobrada e o cuidado elevado a um nível superior de rigor (atente-se que em Braga, como em qualquer outra cidade portuguesa, o número de casos positivos foram, nos últimos tempos, superiores a quando entramos, há pouco mais de mês e meio, em reclusão. Realidade clara nos alertas e medidas específicas que, e bem, a Câmara Municipal de Braga, pela voz do seu Presidente, Dr. Ricardo Rio, emitiram e assumiram para esta primeira fase de desconfinamento).
Se o futuro, e o nosso direito à saúde, estão agora obrigados a ser ganhos no exterior (numa nova normalidade que, ainda que queiramos temporária, não temos qualquer garantia de quando terminará), saibamos todos ser um exemplo de responsabilidade, nestes tempos que clarificam que o bem de cada um se encontra intrinsecamente ligado ao sentido de responsabilidade e ao bem do outro.
Nesse sentido, uma última nota aos pais; ainda que mantenhamos todas as reservas, por motivos que já explicitámos, ao retorno dos alunos mais velhos à escola, a Comunidade de Alberto Sampaio tudo está a fazer, e fará, para que esse regresso, a acontecer, se faça com a maior segurança possível, não só para os alunos, mas também para o seus pais e professores (que são, ambos, dos mais velhos e, portanto, de maior risco), bem como para o restante corpo de apoio do Agrupamento.
Esperando todos de boa saúde e certo da continuidade entrega de todos,

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