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Voz às Escolas

2020-12-10 às 06h00

Amadeu Dinis Amadeu Dinis

1. Continuamos na triste expetativa sobre o modo, mais ou menos imprevisível e dramático, como evoluirá a situação de crise e de estado de emergência que o país e os portugueses se encontram.
Todos os meus colegas deste espaço de opinião têm vindo a fazer pertinentes e bem ajuizadas abordagens, reflexões, testemunhos, experiências, práticas e dinâmicas implementadas e vividas neste tempo de desafio e de provação que as Escolas e as suas comunidades educativas enfrentam. Todos têm sido unânimes em reconhecer o esforço, a capacidade de adaptação e de reconfiguração da Escola, bem como a resiliência dos membros da comunidade escolar. Nunca se exigiu tanto da Escola, como instituição educadora e cidadã. Nunca a Escola se reinventou tanto, assumindo-se mesmo como centro/agente de saúde pública de importância estratégica na prevenção e combate da pandemia. Estou certo que um dia far-se-á a avaliação que se impõe, tirando-se as devidas conclusões, pois há muito a mudar e lições a retirar sobre este tempo e este modo de vida, de viver, de ser, de fazer, de ensinar e de aprender.

2. Por iniciativa da ANESPO – Associação Nacional das Escolas Profissionais realizar-se-á, hoje dia dez, uma Webinar subordinada ao tema “Aprender e ensinar em tempos de pandemia – Vivências e ensinamentos de nove meses incomuns”, com foco essencial nas experiências e práticas deste novo ano letivo. A Direção da ANESPO encarregou o Grupo de Trabalho Covid-19, criado no início da pandemia e composto pelos Diretores Pedagógicos das Escolas que integram a Direção, de organizar este encontro no sentido de permitir às Escolas falarem e ouvirem, sem grandes preocupações doutrinais ou de orientação estratégica, dado neste contexto não haver soluções perfeitas, tipo pronto-a-vestir, mas decisões e processos de arranjo e adaptação de acordo com a realidade de cada Escola e da região onde está inserida. Entre outros, serão abordados os seguintes tópicos: Acolhimento, bem-estar coletivo e organização do tempo e do espaço nas Escolas; Motivação dos alunos e recuperação de aprendizagens num contexto em que se exige rigidez na disposição nos espaços formativos e regras de distanciamento nos espaços não letivos, contribuindo para a potencial regressão do modelo pedagógico; Desenvolvimento de atividades letivas de cariz prático e da FCT/Formação em contexto de trabalho; Funcionamento das equipas multidisciplinares, intervenção do órgão de gestão pedagógica, como fazer bom uso de tutorias no acompanhamento de alunos; e, por fim, Experiências de relacionamento com os serviços de saúde, autarquias e proteção civil na resposta aos problemas emergentes.
Estamos certos de que será um momento de partilha e de aprendizagem sobre um caminho que com dificuldade e determinação temos percorrido com responsabilidade e elevado sentido cívico. Que esteja perto o fim desta penosa e triste caminhada é o desejo de todos.

3. Apesar de tudo impõe-se que saibamos, com o discernimento possível, tirar ilações por de mais evidentes relacionadas com a importância da Escola, como instituição de natureza inclusiva e integradora, na sociedade e necessidade do reforço da sua autonomia, autonomia esta acompanhada de meios e recursos nos domínios da sua ação de acordo com a sua missão e projeto educativo, formativo e sociocultural. Por outro lado, há que fortalecer dinâmicas com os parceiros/atores estratégicos da região e trabalho em rede tirando partido das capacidades instaladas e das novas aptidões no domínio da digitalização e telemática.
Por fim, no domínio das políticas públicas, que deverão ter por base novos paradigmas, e muito particularmente, no que se refere à política educativa, é importante que a educação, formação e (re)qualificação dos portugueses, como alavanca de desenvolvimento e modernização, sejam assumidas como um grande desígnio nacional sustentado num verdadeiro pacto/compromisso que perdure no tempo.
Neste contexto, é importante saber tirar o máximo proveito das políticas, medi-das previstas e recursos disponibiliza- dos no próximo Quadro Financeiro Plurianual para o período de 2021-2027 e no Pano de Recuperação e Resiliência. Para Portugal e para todos será o agora ou nunca. Mais do que nunca, são precisos novos olhares.

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