Correio do Minho

Braga, terça-feira

Novo ano, a mesma luta

Cuidados Paliativos – A morte é um momento… importa aproveitar a vida

Ideias Políticas

2015-01-06 às 06h00

Carlos Almeida

É comum, no início de cada ano, propormo-nos a novos objectivos ou desafios. Definimos novas metas e formulamos várias resoluções a pôr em prática no novo ano.
Da minha parte, no que a isto respeita, não procuro ser a excepção à regra e, tal como os demais, lá estive a pensar no que gostaria mesmo de concretizar ou ver realizado em 2015. Dos objectivos pessoais, que manterei na esfera privada, não vá alguém assustar-se com alguns deles, aos objectivos colectivos - estes sim tornarei públicos com o maior prazer - devo reconhecer que a tarefa não se apresentou difícil. Está bom de ver o que pretendo para o povo e para o país. Penso, aliás, que, de uma forma geral, todos (dizemos que) desejamos o mesmo: melhores condições de vida, estabilidade profissional, saúde, educação, etc.

Falta apenas saber aquilo que cada um vai fazer para o conseguir para todos.
A minha resposta está na luta. Na luta de todos os dias. Na luta incessante que atravessa anos e gerações na procura de uma vida melhor.
Cada passo em frente nessa luta é um dia a menos na vida do governo e da sua política.
Cada passo em frente nessa luta é uma pedra mais que se assenta na construção de uma nova política com um novo governo.

Como é sabido, em 2015 realizar-se-ão as eleições legislativas, antecipadas ou não, das quais resultará uma nova composição da Assembleia da República e, consequentemente, um governo suportado por esta. Está, pois, mais próximo do que nunca o fim deste governo maldito, que tantos dissabores nos trouxe nos últimos anos. Fica, ainda assim, por saber se a outra parte do desejo vai ou não concretizar-se - a nova política, pois claro.

É que, se do acto eleitoral resultar apenas a mudança de figurões, não vale a pena sequer sonhar com uma vida melhor, nem no ano que agora começa, nem nos próximos tempos. Trata-se portanto de aproveitar a oportunidade, não só para correr com o governo de Passos e Portas, mas também para enterrar, de uma vez por todas, a política de empobrecimento e desgraça a que nos têm votado os sucessivos governos (lembremo-nos de Mário Soares, Cavaco, Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e Sócrates).

Esta é, sem margem para dúvidas, a grande resolução para 2015: um novo governo, com gente séria, de mãos limpas, que não tem qualquer responsabilidade pela situação a que Portugal chegou, que defende um caminho alternativo. Gente empenhada no desenvolvimento de uma nova política - uma política patriótica e de esquerda - ao serviço do povo e do país, e não subjugada aos interesses de uns quantos grupos financeiros e económicos, nacionais e estrangeiros, que mais não sabem senão explorar quem trabalha e saquear os bens e os recursos do país.

Entro em 2015 com confiança na possibilidade de construirmos um futuro melhor. Para nós, para os nossos filhos.
Um futuro onde não tenha lugar a pobreza a que nos tentam agora condenar.
Um futuro com emprego. Emprego com direitos e salário justo. Com serviços públicos de qualidade e funções sociais asseguradas pelo Estado.
Um futuro sem a “pressão dos mercados”, sem “resgates” nem outras criações de igual valor.
Um futuro que tem de começar agora, em 2015, sem esta e a outra gente que nos desgoverna há quase quatro décadas. Vai ser um ano espectacular. Obrigado por não fazerem parte dele.

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