Correio do Minho

Braga, sábado

Novo ano, a luta de sempre por um mundo melhor

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias Políticas

2017-01-03 às 06h00

Carlos Almeida

A maioria de nós passa a noite em festa. Alguns passam-na a trabalhar, outros não vêem motivos para celebração, outros ainda, gostavam ou queriam festejar, mas não têm essa possibilidade.
Uns sobem às cadeiras para “entrar no novo ano com o pé direito”, outros brindam com a família ou amigos aos novos desafios. Há quem coma 12 passas, uma por cada badalada das zero horas no novo ano, associando a cada uma um novo desejo.
Há também quem atire louça pela janela como quem se livra dos velhos dissabores do ano que finda.

Começar o ano da melhor maneira, acredita-se, é premonição para os tempos vindouros.
Independentemente dos rituais, a noite de passagem de ano é sempre um momento de reflexão e, acima de tudo, ponto de partida para novos objectivos. E há que ser firme e persistente. À nossa volta, o mundo não pára de nos tentar desanimar. Poucos minutos passavam da meia-noite e já éramos confrontados com mais um atentado, em Istambul, vitimando dezenas de pessoas que, como nós, naquela noite apenas queriam celebrar a chegada do novo ano. Começava assim 2017, com uma das mais negativas marcas, senão a maior, de 2016. Não querendo aprofundar agora as causas deste e outros ataques terroristas, que estão muito para além de uma qualquer seita radical, na verdade penso que nos devemos questionar sobre o mundo em que vivemos e sobre as circunstâncias que nos trouxeram até aqui.

É certo, eu sei, que nenhum de nós é capaz de mudar o mundo sozinho, mas, digo-vos com sinceridade, também não sou dos que acham que são os pequenos gestos capazes dessa transformação.
Quero acreditar que, muito mais do que planos pessoais ou atitudes egocêntricas, o ser humano é capaz de traçar objectivos de realização colectiva e comum.

A mudança não se faz pela giratória dos ponteiros do relógio. A transformação do mundo não se consegue assistindo ao que nos assalta o coração. É na participação de cada um no que a todos diz respeito que está a bondade dos nossos anseios e objectivos para o futuro. Querer o bem-estar do outro é querer também o nosso bem-estar. E não devemos fazê-lo só porque assim é ou por reconhecimento público, mas porque, conscientemente, devemos saber que caminhamos lado a lado por uma vida melhor.

Não nego, seria absurdo fazê-lo, que tenho (e ainda bem) objectivos pessoais, para mim, para os meus filhos, para os que me são mais próximos, mas tenho a certeza que esses mesmos objectivos estarão tanto mais perto de se concretizar, quanto mais longe conseguir caminhar no trilho comum.

Nesta fase da nossa vida colectiva, a esperança e a confiança são convocadas para alimentar a capacidade transformadora de cada um de nós. Façamos, pois, parte da mudança de que toda a gente fala. Tornemos, pela nossa acção diária, o mundo num lugar mais justo e solidário. “Tomemos nas nossas mãos o destino das nossas vidas”.
Que o ano de 2017 traga para cada um aquilo que de bom é também para os outros.

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