Correio do Minho

Braga, terça-feira

Nomofobia - “Sem telemóvel”

Semana Europeia da Prevenção de Resíduos

Escreve quem sabe

2015-03-01 às 06h00

Joana Silva

Os estilos de vida mudaram nos últimos anos fruto das novas tecnologias. Atualmente há à disposição um conjunto vasto de tecnologias: telemóveis, tablets etc. para todos os gostos e adequados à necessidade da vida de cada um. Uma comunicação rápida que permite resolver aspetos de ordem profissional, familiar e até de lazer de forma imediata.

Observe à sua volta, e repare que a maioria dos “graúdos e miúdos” não dispensa o uso telemóvel: fazer chamadas, enviar mensagem ou até mesmo “espreitar” as redes sociais. Utiliza-se nas mais diversas áreas da vida, em que, e a título de exemplo, numa simples ida a um café tornou-se frequente antes mesmo de se proceder ao pedido perguntar primeiramente se existe rede wireless e em caso de sim, se pode ser fornecida. Também já surgem casos em que o uso do telemóvel se tornou uma “utensílio” necessário na dinâmica e rotina familiar, em que o simples pedido de “vem jantar” não é mais verbalizado para quem está por exemplo no quarto, mas sim ao alcance de um clique do envio de uma mensagem ou chamada “Está pronto o jantar”.

Há quem arrisque e em pleno trânsito, aproveite para responder a mensagens com um “olho no visor do automóvel e outro no ecrã do telemóvel”. Já se questionou se consegue imaginar a sua vida sem o telemóvel? As opiniões divergem. Para uma grande parte das pessoas, “não ter telemóvel, é não ter vida”, é regressar ao “período do homem das cavernas” (em analogia). Há também quem defenda a importância do telemóvel mas na condição moderada, sendo que este não deve interferir na comunicação interpessoal real em que uma “conversa de cara a cara é muito mais sadia que uma conversa num chat”.

Por fim, os “mais radicais” em que assumem a não utilização ou uso do telemóvel porque o consideram prejudicial seja para o convívio entre pessoas ou até mesmo para a saúde (por exemplo, os possíveis perigos das radiações).
A dependência do telemóvel tem vindo a ser abordada e estudada por parte de especialistas. Destes estudos surgiu a Nomofobia - “no-mobile” que significa “sem telemóvel”.

A Nomofobia traduz-se no medo de não puder comunicar e segundo estudos afeta principalmente jovens e mulheres. Os principais sinais da fobia são: o receio de perder o telemóvel; na eventualidade de esquecer o telemóvel em casa, vai para trás mesmo que o trajeto seja longo e demorado, tendência para olhar de segundo em segundo a fim de verificar se tem alguma chamada perdida ou email mesmo que o trabalho não o permita; inquietação quando fica privado de rede; mesmo na presença e na companhia dos amigos, tendência para se focar no ecrã do telemóvel e não no diálogo; deixa-lo ligado durante 24 horas (dormir com o mesmo); desalento quando ninguém telefona, “Hoje ninguém me liga. Ninguém quer saber de mim.”

Na privação do telemóvel, as pessoas que sofrem de Nomofobia tendem a sentir: falta de ar, ansiedade generalizada, nervos, aceleração do coração (taquicardia), desorientação, angústia, temperatura corporal alterada entre outros tipos de sintomas. Neste sentido, o primeiro passo é reconhecer que o telemóvel é apenas um facilitador da comunicação e que o dia-a-dia não pode ser vivido em função do mesmo. Torna-se importante uma gestão eficaz de utilização congruente com os momentos mais oportunos, a fim de que, não se desenvolva uma dependência.

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