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Ninguém parte: fazemos... parte!

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Ninguém parte: fazemos... parte!

Ideias

2021-12-18 às 06h00

Vítor Oliveira Vítor Oliveira

Quando dobrar o ano de 2021, completa-se a primeira década de realização da Capital Europeia da Cultura 2012, em Guimarães. Sem darmos conta, já se passaram 10 anos do grande evento que, durante 365 dias, privilegiou uma programação cultural de forte dimensão europeia, inserido numa estratégia de desenvolvimento económico, cultural, social e urbano que transformou Guimarães.
Um dos segredos do sucesso foi o envolvimento das pessoas. “Tu Fazes Parte” tornou-se no slogan mediático, rapidamente difundido em vários suportes de comunicação, depois de um processo inicial de receios e dúvidas no êxito da CEC 2012.
Com uma mudança estratégica no Conselho de Administração da entidade que geria o certame, renasceu a esperança. Os vimaranenses acreditaram, a máquina começou a ficar oleada, o empenhamento foi coletivo, e a União Europeia reconheceu Guimarães como uma das melhores capitais europeias da cultura.
Muitos contribuíram para que esse estatuto fosse atribuído à Cidade Berço. Afinal, foram as pessoas que construíram a CEC e que fizeram (mesmo) parte na edificação mensal de novos paradigmas culturais.
No início de 2022, por ocasião da primeira década de CEC 2012, as comemorações vão começar em Guimarães com a atribuição do nome de Francisca Abreu ao Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor. Porque a ex-vereadora foi… Grande! A todos os níveis. No trato pessoal. No trato da cultura. No trato das coisas simples, como a oferta de um sorriso que distribuía frequentemente. E que fazia parte… da sua cultura!
Esta homenagem é, também, um reconhecimento da herança que os seus mandatos legaram a Guimarães. Construído o Centro Cultural Vila Flor, cuja inauguração decorreu em setembro de 2005, é com Francisca Abreu que é promovida a política de promoção cultural que leva o Governo da República a escolher Guimarães para o grande evento de cultura na Europa.
Ainda com Francisca Abreu, Guimarães viveu outro momento muito relevante. Há 20 anos, foi a mensageira da elevação do Centro Histórico a Património Cultural da Humanidade. Faltavam poucos minutos para as 16 horas. Uma chamada telefónica com António Magalhães, então Presidente de Câmara, confirmava o estatuto mundial atribuído pela UNESCO, que os vimaranenses tanto desejavam.
Uma década depois da CEC, Portugal candidata-se para ter a sua quarta Capital Europeia da Cultura e o ano de 2022 revela-se determinante para a escolha da cidade que acolherá um ano de programação cultural em 2027, simultaneamente com uma cidade da Letónia.
São 12 as candidaturas: Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Oeiras, Ponta Delgada, Viana do Castelo e Vila Real. Entre fevereiro e março de 2022, será feita uma “audiência de pré-seleção”, sendo que a seleção final prevê-se para o final do próximo ano ou início de 2023.
A escolha da cidade vencedora será feita por um júri composto por dez peritos independentes, nomeados por instituições europeias, e para o qual Portugal escolherá dois elementos entre janeiro e junho do próximo ano.
Até agora, a distinção de Capital Europeia da Cultura foi concedida a três cidades portuguesas: Lisboa (1994), Porto (2001) e Guimarães (2012). Em 2027, uma cidade de Portugal e da Letónia dividem o título de Capital Europeia da Cultura. Que o exemplo vimaranense, à imagem da Fundação da Nacionalidade, seja uma verdadeira inspiração...

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