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Índice médio de felicidade da ESVV...

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Índice médio de felicidade da ESVV...

Voz às Escolas

2019-10-30 às 06h00

João Graça João Graça

Recentemente marcou presença na Escola Secundária de Vila Verde (ESVV) o escritor David Machado, um jovem escritor premiado com o prémio da União Europeia para a Literatura. O romance “Índice Médio de Felicidade” é, agora, um filme de Joaquim Leitão.
Esta foi uma atividade desenvolvida pela professora bibliotecária Maria José Ribeiro, em colaboração com a responsável do Clube VerdEmCena, professora Cristina Oliveira, com jovens atores das turmas dos 8º B, 11º B e 11ºI, numa articulação perfeita com as disciplinas de Oficinas de Leituras Encenadas, Português e Educação Visual.
Foi com enorme agrado que vi a expressão do David Machado, pela qualidade da dramatização dos nossos alunos. O seu olhar de felicidade reteve cada segundo da dramatização de excertos da sua obra “Índice Médio de Felicidade”.
É evidente que não fiquei indiferente a toda aquela intensidade dos nossos jovens atores, tendo os excertos dramatizados suscitado a minha reflexão: “Eu percebo da minha felicidade. É uma equação como outra qualquer que tive de preencher com varáveis constantes e ponderadores e depois ligar tudo com os sinais certos”. Este monólogo ecoou no mais recôndito de mim! Claramente que a felicidade não é mensurável! Não é matemática! É o que pretendemos que seja! Cada um constrói a sua felicidade.
Queridos alunos, estou certo de que ao longo da vossa caminhada encontrarão “Mostrengos” fitados em atemorizar e contrariar essa vossa procura incessante pela felicidade. Não desistam! Mantenham-se fiéis a essa premissa, que seja ela sempre a nortear as vossas caminhadas. Aos “Mostrengos” respondam com o vosso querer e caráter! Mantenham-se firmes nessa viagem e assumam, sempre, o leme na missão de ser feliz.
A evidência do Índice Médio de Felicidade da ESVV mediu-se naquela sala da tertúlia com o escritor. Serviu de “barómetro”. A forma perfeita como todos se ligaram, mais parecendo algo orgânico, numa simbiose perfeita, em que cada um deu o melhor de si, deixou tudo de si, sempre consciente dessa necessidade, de que o todo se faz de partes. Que o todo é o somatório de cada um e que esta unicidade se faz do esforço e resiliência de individuais.
Foi bom ver esta filosofia de escola. A isto se chama Flexibilidade Curricular. É bom ver o reinventar da sala de aula, onde todos os alunos têm oportunidade de sucesso, “respeitando-se as respetivas características, respeitando a sua diversidade, tornando as aprendizagens atrativas e levando a que estas perdurem no tempo, ou seja, que estas sejam eficazes”. É nesta dimensão de inclusão e equidade que se deve fazer este novo paradigma de escola.
É assim que se aumentam os níveis médios de felicidades de uma comunidade escolar!
Enquanto serviço público de ensino, vamos continuar a promover nos nossos alunos a importância de sonhar, a importância de ser determinado. Eles saberão que a sua felicidade está na capacidade de encontrar um plano alternativo, nesta vida repleta de sinuosidades. Importa que tenham a perceção de que a felicidade está presente nas pequenas coisas da vida.

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