Correio do Minho

Braga, terça-feira

Natal: Tempo de Amor, Tempo de Dar e de Se Dar

Obrigado, Pedro Passos Coelho

Escreve quem sabe

2017-12-22 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas
O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa ação

4º e 3º artigos da Lei do Escuta


Nesta quadra natalícia, não podia “passar ao lado” ou “assobiar para o ar” fingindo que tudo está bem. Pois, como escrevia o Monsenhor Silva Araújo, no passado dia 18 de dezembro de 2014, na sua crónica “Serenamente”: «Mas o Natal não se reduz a uma refeição tomada em família ou entre amigos. Essa refeição é, acima de tudo, a manifestação de um aspeto da vivência do espírito do Natal, que, coerentemente, devo procurar viver ao longo do ano. E esse espírito é concretizado em sentimentos e gestos de amor, de paz, de reconciliação, de esquecimento de ofensas e agravos.

O autêntico Natal é celebrado no coração das pessoas, onde devem ser alimentados sentimentos de verdadeira fraternidade.»
Por isso, a Lei do Escuta me remete para os dois artigos citados que são uma resposta de Baden-Powell, fundador do escutismo, encontrou para a sua angústia, quando escreveu, em 1944, no seu livro “auxiliar do Chefe Escuta” - «se me perguntassem qual é no mundo o vício dominante eu diria: “o egoísmo”».

Infelizmente este egoísmo leva, cada vez mais ao esquecimento do outro, do próximo, para nos centrarmos em relações que mais não são do que relações de transações: “eu dou-te e tu dás-me e, assim, ambos temos”. O Papa Francisco avisa-nos, centrando-se numa parte desta problemática: «Numa civilização em que não há lugar para os idosos, são descartados, porque criam problemas, esta sociedade leva consigo o vírus da morte».

Por isso, a Lei do Escuta nos remete, nestes dois artigos, para a amizade a todos e para o amor e serviço ao próximo.
É claro que, como nos lembra o Padre Rui Silva, anterior Assistente Nacional do Escutismo Católico, na sua mensagem de Natal (2007), «o Natal é uma das épocas mais belas do ano! É tempo de festa, de reencontro, de partilha, solidariedade, comunhão paz e harmonia. É também ocasião de recordarmos as nossas raízes, as pessoas que fizeram e fazem parte da nossa vida, as muitas festividades natalícias por que já passamos». Mas, no seu entendimento, «Um Natal verdadeiramente cristão conduz à contemplação do mistério da encarnação redentora.» [...] «o cristão tem sempre esperança!».

Neste sentido, não vou dissecar as palavras de João César das Neves, in “As Figuras do Presépio” «O Natal é sempre o Natal que aconteceu em Belém. Mesmo para aqueles que não o sabem», mas vou assumi-las como minhas para justificar o percurso que, os dois citados artigos da Lei do Escuta, a todos convida, não só nesta quadra, mas todos os dias, como também nos lembra o poeta Ary dos Santos no seu magnífico poema que, tal como a Lei do Escuta, nos desafia a assumirmos, todos nós e cada um de nós, que “O Natal é quando o homem quiser!“ É esta força renovadora que o Papa Francisco (México 2016) nos desafia a sermos quando diz «Um futuro rico de esperança forja-se num presente feito de homens e mulheres justos, honestos, capazes de comprometer-se com o bem comum, aquele ‘bem comum’ que neste século XXI não é muito apreciado.»

Aproveito esta quadra para, aos colaboradores e leitores do Correio do Minho, apresentar votos de Santo Natal e Feliz Ano Novo. Que a preparação da Festa Natalícia do Deus Menino nos ajude a escolher o “Amor aos outros” como a grande novidade que a humanidade carece e a levá-la a toda a parte, com a doçura singela do Presépio de Belém.
Que a Sagrada Família nos inspire para mantermos a felicidade no interior das nossas famílias, para, a partir delas, podermos contribuir para a felicidade dos outros.

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