Correio do Minho

Braga, sábado

Nas malhas do desemprego

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Escreve quem sabe

2015-01-04 às 06h00

Joana Silva

“Feliz ano Novo!”, é a frase que marca o inicio do calendário do novo ano! É precisamente no início do ano que são traçados, objetivos, metas e expetativas. Os desejos mais pretendidos são o alcance de um emprego ou em outros casos realização profissional, ajuda monetária (totoloto, raspadinhas, euromilhões etc.) ou até encontrar um amor sincero e verdadeiro.

Todavia, tal como diz o ditado popular, “nem tudo o reluz é ouro” sendo que o novo não é efetivamente sinonimo de felicidade para todos, pois algumas pessoas são surpreendidas pela não renovação dos seus contratos de trabalho ou alvo de despedimentos improváveis e, basicamente os planos idealizados acabam por se destronar. Há quem diga que emprego, em tempos, “era para toda a vida”, (quer se com isto dizer que se trabalhava/exercia a mesma profissão até à idade da reforma), hoje não é essa a realidade a que se assiste, existe trabalho.

Todas as pessoas almejam um emprego que lhes possibilite fazer face às suas responsabilidades financeiras como as “pagar as contas ao final do mês”, cumprir com as suas obrigações fiscais, é na verdade “o ganha pão” de uma vida digna e o honrar de compromissos. Ficar sem emprego causa sofrimento emocional e deste podem igualmente advir consequências em vários níveis, nomeadamente, no que respeita à saúde mental.

Não é de todo fácil encarar ou vivenciar a situação de perder um emprego nomeadamente para quem dedicou um vida de “anos e anos a fio”, quem “vestiu a camisola e tudo fez” em prol da entidade empregadora, para quem é chefe de família e para quem acha que a idade é um entrave quanto mais avançada for. Trata-se na verdade de m novo ciclo de vida que se concorde não muito positivo mas que pode ser ultrapassado pela conduta ou forma positiva dedicada a esta fase.

Quer-se com isto dizer que o importante é “não baixar os braços” e não permitir que o filtro negativo de pensamento esteja permanentemente ativado por pensamentos tais como “ E agora a minha vida!Não vou conseguir sair desta situação”. Também há quem deixe se dominar por sentimentos de culpa no sentido em que “O que terei feito de mal para a empresa prescindir de mim?”.

Tendem frequentemente a sentir também vergonha pela situação em que se encontram, fruto de uma sociedade que infelizmente estigmatiza e rotula de “o desempregado” devido à ideia errada pré concebida que alguém desempregado não quer trabalhar (ao contrário do que é tido em consideração, para uma grande maioria das pessoas o trabalho é de extremamente importante). Se vive uma situação de desemprego, o mais importante numa primeira fase é fazer o luto da situação e aqui, não existe “timing” determinado e varia de pessoa para pessoas.

Importa que refleta que a perda de um emprego na maioria das vezes não se deve propriamente ao desempenho ou conduta do colaborador mas sim às medidas de austeridade que as empresas são obrigadas a instituir. Seja optimista e valorize o seu “dom especial” (todos temos algo que nos distingue e caracteriza das outras pessoas! Há capacidades que por vezes são pouco exploradas e que até se desconhece que se tem porque não dar lhes especial atenção?! Ficar em casa, não é benéfico ou solução para um estado emocional mais frágil muito pelo contrário, salienta a condição “cismática” do prolema, “Não valho nada! Só dou despesa ou trabalho”.

Por tudo isto, ocupar o tempo livre é fundamental, sendo que pode sempre frequentar ações de formação, ou voluntariado (ampliar contactos). Exteriorizar “o que lhe vai na alma”, em conversas com amigos também ajuda a libertar a tensão emocional. Não desanime e persista e insista na procura de um novo emprego numa nova área por exemplo. Diz-se que “quem muda Deus ajuda”, tem sentido porque por vezes, trabalha-se em determinada tarefa que não nos realiza profissionalmente e não traz felicidade.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.