Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Não se diz palavrões!

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Escreve quem sabe

2011-06-26 às 06h00

Joana Silva

As crianças através do desenvolvimento e a socialização em ambientes muito além do familiar, assim como da vivência de novas experiências podem adquirir não só os bons hábitos como também os maus. Um dos exemplos de maus hábitos é os palavrões mais conhecido do senso comum como as “palavras feias”.
O palavrão frequentemente surge no vocabulário da criança como uma palavra normal, pois a mesma quase sempre desconhece nem entende o seu significado. Os pais normalmente têm como tendência apontar como a grande culpada a instituição escolar. É certo que com a socialização pelo contacto e convívio de outras crianças nomeadamente mais velhas, as mais novas podem adquirir o hábito de dizerem “ palavras feias”, mas os pais, por vezes, não estão assim “tão inocentes”... Exemplificando, imagine que está atrasado para um compromisso e mesmo com o tempo já muito limitado tem de fazer uma série de coisas, tais como, fazer compras, pagar contas e por fim deixar o seu filho na escola. No trajecto depara-se com obras no caminho e uma fila interminável. Quase a desesperar eis que o sinal no semáforo indica que pode avançar. Todavia, tal como leitor outras pessoas podem estar em iguais circunstancias e com pressa tentam ultrapassá-lo. Fica stressado e muito enervado com a situação, e upps solta um “palavrão” … com o seu filho ao lado! Ora, se o uso de palavrões é frequentemente empregado pelos pais, a criança pode adquirir o hábito. Outro contributo é também o visionamento de programas não próprios para a idade das crianças.
Quando as crianças dizem “palavras feias”, deve-se repreender mas de uma forma assertiva e nunca agressiva explicando-lhe o porquê que não o deve fazer. Por vezes, os pais não compreendem as crianças considerando que estas têm uma maior predisposição para adquirir mais rapidamente os maus hábitos do que os bons. No entanto, é igualmente confuso para a criança perceber que agiu mal, ou que disse o que não devia quando os pais são contraditórios nas suas acções, ou seja, num dado momento são agressivos quer a nível psicológico (berrar e humilhar a criança) ou físico (bater) e logo em seguida “aos abraços e beijinhos”. Os pais são os modelos dos filhos! Por conseguinte, se não quer que o seu educando diga palavrões não os verbalize, porque o que não se ouve não se transcreve, logo não é imitado. No que diz respeito às crianças mais pequenas, normalmente a que estão ainda aprender as primeiras palavras, os pais não devem rir do palavrão por mais graça que tenha, pois incentiva a criança a repeti-lo. Torna-se importante explicar à criança que não é “bonito” utilizar “palavras feias”porque ofendem e constrangem. Chamar atenção é fundamental mas ao mesmo tempo não se deve valorizar tanto para que os palavrões percam a sua força e efeito, caso contrário a criança pode entender que os palavrões são a melhor forma de chamar a atenção dos pais. Por último, e numa vertente lúdica com o seu educando pode sempre inventar palavras novas, expressões ou exclamações que são divertidas e que extinguem os palavrões.

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