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Nada será como antes…

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Voz às Escolas

2010-09-29 às 06h00

Célia Simões Célia Simões

É recorrente ouvir-se que o mundo mudou, que nada é como era antes …
Se bem que se enquadre em muitos âmbitos e domínios, é bem verdade que na área das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) esta constatação faz todo o sentido. Nos últimos vinte anos, tem-se assistido a uma evolução constante e galopante que vem transformando por completo a sociedade e o nosso modo de vida.

Vivemos na era da informação e comunicação e é difícil imaginar o nosso dia-a-dia sem o recurso às novas tecnologias, que nele deixaram de desempenhar um papel periférico para passarem a ter uma função central.

As Escolas, locais por excelência da educação e formação integral dos futuros cidadãos, tiveram de acompanhar a evolução dos tempos, actualizando-se e incorporando a transformação.
O Plano Tecnológico da Educação (PTE), iniciado em 2007, visava dotar as escolas de infra-estruturas, serviços e conteúdos imprescindíveis ao desenvolvimento das competências necessárias para a bem sucedida integração dos alunos na sociedade do conhecimento. Este propósito foi reforçado nos objectivos do programa do XVIII governo que visavam “Mais e melhor educação para todos” e deram, ainda, ênfase à certificação de competências quer na utilização dos recursos postos à disposição das escolas, pelo PTE, quer na aplicação e criação de recursos didácticos digitais.

Efectivamente as escolas foram sendo alvo de intervenções ao nível das infra-estruturas, viram aumentado o número de equipamentos, nomeadamente de computadores fixos e portáteis, foram instalados videoprojectores e quadros interactivos e o acesso à internet passou a fazer-se por banda larga. Os alunos das EB1 puderam usufruir do “Magalhães”.

Estando as escolas muito melhor preparadas para novas práticas e pedagogias e para o desenvolvimento de espaços de interactividade e de partilha, há, ainda, um longo caminho a percorrer. Estamos longe de atingir os rácios definidos em 2007 pelo governo e de possuir as condições mínimas desejáveis em termos de equipamentos de molde a que todos os alunos possam, efectivamente, usufruir das TIC.

No Agrupamento de Escolas de Celeirós, apesar da dotação no âmbito do PTE e do constante investimento interno, ainda nos falta muito para podermos considerar que estamos ao nível que desejamos. Por um lado porque consideramos que é preciso olhar para esta questão numa perspectiva articulada e global, devendo, também, os ensinos do pré-escolar e do primeiro ciclo beneficiar de condições e equipamentos adequados.

Por outro lado porque necessitamos de ver reforçado o número de equipamento nos 2º e 3º ciclos, nomeadamente com mais quadros interactivos e computadores. Imprescindível será continuar com uma forte aposta ao nível da formação, para potenciar o uso dos novos equipamentos e para alcançar um patamar superior na utilização das novas tecnologias em contexto de sala de aula.

Importa não esquecer que o ritmo evolutivo na área das tecnologias da informação e comunicação é muito acelerado e que “estar actualizado” implica um esforço continuado de pesquisa, estudo e de investimento financeiro, ao nível da manutenção dos equipamentos e da sua substituição.

Vemos como imperativo um novo passo neste projecto: a colocação de técnicos informáticos nas escolas, sob pena destas se transformarem, a curto prazo, num “armazém” de equipamentos inoperacionais e obsoletos.
A aposta na modernização das escolas tem de ser encarada como um acto contínuo, que ainda agora começou. Só assim, amanhã… Nada será como antes!

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