Correio do Minho

Braga,

Mudar de Banco

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Escreve quem sabe

2012-03-03 às 06h00

Fernando Viana

Possuir conta bancária é algo de imprescindível para o cidadão comum. Seja para fazer pagamentos, para receber os rendimentos que aufere, para recorrer ao crédito para a compra de habitação ou desenvolver uma empresa, seja ainda para aceder a um cartão de débito ou crédito, para efetuar transferências ou emitir cheques, nada se consegue se não se possuir uma conta num banco.

Porém, por uma razão ou outra, nem sempre estamos satisfeitos com os serviços que o nosso banco nos presta e então coloca-se a questão da mudança de banco. Porém, segundo um estudo de mercado recentemente publicado na União Europeia com recurso a clientes-mistério, foi revelado que mais de dois terços dos clientes-mistério que nele intervieram descobriram que mudar de conta bancária pode ser bastante problemático.

Já um inquérito promovido pela Comissão Europeia em 2007 tinha encontrado dificuldades significativas à mobilidade dos utilizadores de serviços financeiros. Na sequência, a Comissão Europeia instou o EBIC - Banking Industry Commitee (Comité da Indústria Bancária) para agir com rapidez e eficiência na remoção dos obstáculos mais significativos à mudança de banco pelos consumidores.
Porém, com base nos dados do estudo de mercado a que fazemos referência, o processo de autorregulamentação promovido pelo EBIC não logrou atingir os resultados esperados.

O estudo de mercado decorreu nos 27 Estados-Membros da União Europeia no final de 2010.
Os clientes-mistério avaliaram de forma significativa a reação e a resposta dos bancos à questão da mudança de banco, tendo sido solicitados cerca de 900 pedidos de informações e sido dadas mais de 400 ordens de mudança de conta. As conclusões são preocupantes:

• O estudo constatou que somente 19% dos clientes-mistério tinham podido abrir uma conta num novo banco e podido transferir uma ordem permanente na sequência do processo de autorregulamentação;
• 81% dos clientes-mistério tiveram muitos problemas para mudar de operador bancário e detetaram-se muitas deficiências, com 71% dos bancos a não darem qualquer ajuda na operação de transferência. 7% dos bancos consultados demoraram mais de 14 dias úteis para abrir uma conta ou transferir uma ordem permanente e 3% dos clientes-mistério constataram que o novo banco recusava abrir uma conta, havendo casos em que para abrir uma nova conta era preciso depositar nela o salário;
• O estudo também mostrou que 86% dos consumidores que solicitam informação relativamente ao processo de mudança de conta numa agência bancária, online ou por telefone, recebem essa informação mas que a sua qualidade é muito variável e em 14% dos casos não houve mesmo informação.

O estudo faz igualmente a verificação de um fraco nível de sensibilização dos profissionais dos bancos quanto às questões de mudança de conta.
(Fonte: Portal do Consumidor).

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