Correio do Minho

Braga, terça-feira

Mudança Parada...

Sem Confiança perde-se a credibilidade

Conta o Leitor

2011-08-06 às 06h00

Escritor

Por Rosa Magalhães

Tudo muda constantemente. O mundo roda circula e gira, não pára. É como um ciclo boleado do nasce vive e morre encetando vida nova.
Enquanto tudo cresce o mundo é redondo, gira, não pára.
Tudo se expande na direcção de um mundo distinto mais merecido, mais moderno e cativo. Há sempre as novas ideias a volver veracidades.
Projectos mais projectos que nascem do sonho do homem que enquanto dorme materializa seu pensar, conclui suas obras para depois admirar com vaidade.
São tantas mudanças, tanta evolução, tanto crescimento. São torres de cimento a fazer gaiolas com janelas a convidar-nos lá pra dentro.
Tudo circula e anda como o vento que não pára.
A vontade universal existe e é imensa.
Tudo gira em busca de mais dignidade e esquecemo-nos de ser melhores por dentro!
Parece que mudar a própria mente é girar o mundo às avessas...
... Ainda existem corações gigantes que se enchem de amigos e de amor ao próximo, a vista larga no alcance da miséria que mora ali ao lado.
Afinal, em cada esquina que passamos há sempre alguém de mão estendida que pede ajuda para combater isto ou aquilo e a gente dá. 
- Não aceito que continuem crianças a morrer à fome!
Fala-se na solidariedade como pão necessário à boca, dá-se o que se pode.
Às vezes voltamos para casa sem aquele sapato giro que pretendíamos comprar.
Dá-se para tudo. Pede-se para tudo.
Uma demência a fazer cogitar que se nos propomos só a dar ficamos de bolsos vazios. Assim não há destinos e ali o tempo morre, não anda e a vida corre.
A pena agita-se por continuarem coisas paralisadas, demoradas e o impossível andar não acompanha o mundo que gira e não pára. O ser humano só precisa ser igual!
Onde anda a igualdade que muitos enchem a barriga a dizer que há!
Se o grito traz 'é preciso frigorífico para todos' outros vão dizer que é preciso electricidade e outros ainda vão gritar que falta comida lá dentro!
E Todo ser humano precisa ter sapatos para caminhar e nem todos andam como anda o mundo que gira e não pára. Ali, não há tempo e a vida corre.
Ali, há pessoas que esperam na berma da estrada. Há pessoas capazes de permanecer sentados no chão descalço dia e noite, à espera que alguém passe.
Mas ali também não há nada.
Nem carros, nem burros, ninguém passa.
Ali não há tempo e a vida corre, devagar.
Ali a vida morre devagar, a morte chega devagar...
... Mães a dar à luz sem condições. Não há condições. Não há estradas.
Não há acessos tudo é negado, Nada é facilitado, nada é rápido.
Médicos demoram, Já é tarde, Tarde demais.
Ali não há tempo, a vida corre mesmo devagar...
Há crianças que nascem, que se perdem no caminho.
Se não é mãe é filho a sair de um mundo instigado à procura de um melhor mundo e o pior mundo já doído é encontrado sem esperança.
- Não aceito que continuem crianças a morrer à fome nem homens sem trabalho a deixar crianças morrer à fome! 
Existe um rótulo no mundo a perder destinos “matar a fome”!
Tomam-se outros rumos e outros seguem sem validades.
O homem contínua imperfeito, incapaz de melhorar por dentro!
E embora o mundo gire, o ser humano é pobre e permite que a mudança seja metade do crescimento a deixar o mundo com crianças morrer à fome!

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