Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Mobilidade e Ambiente

A pretexto de coisa alguma

Ideias Políticas

2014-01-07 às 06h00

Francisco Mota

A sustentabilidade de qualquer cidade de futuro apenas é possível conjugando a mobilidade às preocupações ambientais, só assim conseguiremos garantir a qualidade de vida dos nossos concidadãos.
Fiquei satisfeito por ver regressar a Braga o Intercidades, assegurando a ligação a Lisboa por um serviço mais barato para os seus utilizadores mas ao mesmo tempo com uma qualidade de serviço superior. Acredito que é por estas pequenas conquistas que se consegue arrepiar caminho no sentido de desenvolver projectos integrados e com sucesso.

Ainda assim penso que muito temos a fazer, tal como indicava a recomendação apresentada, por mim, na Assembleia Municipal de 28 de Setembro de 2012, chumbada pela então maioria socialista. Deve-se chamar a atenção para que o actual executivo faça todos os esforços com os TUB junto da CP para que o título único entre Braga e Famalicão se torne uma realidade da mesma forma que existe o ‘Andante’ no Porto.

É necessário ter uma visão de mobilidade integrada, permitindo assim, uma ligação directa, já que não faz sentido que não haja comunhão nos títulos de transporte representando assim uma maior mobilidade das populações do concelho e fora ele. Uma maior utilização do transporte público, significa ganhos consideráveis, não apenas do ponto de vista económico mas essencialmente de sustentabilidade ambiental.

A mobilidade pensada no seio regional é o futuro, até porque os próximos quadros de financiamento europeu apostam forte neste eixo concertado com o ambiente. É importante olharmos para o exemplo de cidades europeias como Barcelona, Bruxelas ou Londres no que diz respeito à estratégia de circulação da população.

Devemos olhar para o uso da bicicleta como um novo modelo de deslocação, deixando de lado o tradicional conceito turístico ou desportivo. Esta nova realidade é detentora de um potencial enorme, podendo evocar a si o êxito garantido. Braga tem a maior área pedonal do país e ainda vai a tempo de estar na vanguarda a este nível, aproveitando até para isso os ditos fundos comunitários. A exemplo de outras cidades cosmopolitas, a capital do minho, deve dispor de diversos pontos de bicicletas espalhados pela cidade para incentivar os bracarenses a utilizarem a bicicleta como meio de transporte próprio.

Num artigo de opinião seria impossível definir uma estratégia de mobilidade, ainda assim arrisquei-me a sugerir algumas linhas que me parecem pertinentes na construção de um trabalho mais exaustivo sobre a matéria.

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