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Mil lutas no caminho de Abril

Como ativar territórios e criar novos destinos

Mil lutas no caminho  de Abril

Ideias Políticas

2021-05-18 às 06h00

Pedro Rodrigues Pedro Rodrigues

Chegado o fim de mais um grande Congresso, apresentamo-nos como sempre, cheios de confiança e alegria. Com a afirmação da JCP nas ruas, nas escolas, nas faculdades e nos locais de trabalho, com a atividade redobrada, com o reforço dos coletivos e da organização. Congresso construído não em dois dias, mas nos últimos meses, construído não fechados nos centros de trabalho, mas sim, a discutir com os colegas e com os amigos, em cada distribuição, em cada ação de contactos, em cada luta, e hoje podemos afirmar que cumprimos o papel da organização revolucionária da juventude portuguesa. Tendo sido lidas um total de 110 intervenções nestes últimos dois dias, intervenções ligadas à realidade concreta da juventude portuguesa, demonstram a razão e a justeza da realização deste congresso, e o indispensável papel dos jovens comunistas na luta que é travada todos os dias por uma vida melhor.

Durante este período afirmamos as mil lutas que temos no caminho de abril, não o começamos a fazer ontem e não o vamos acabar amanhã. Este processo é fruto de um património de luta e resistência da JCP e do PCP. Afirmamos e continuamos a afirmar, a luta por uma escola pública gratuita democrática e de qualidade em que ninguém seja impedido de estudar, a luta pelo fim dos exames nacionais e da propina, a luta pelo direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, por salários dignos, para que não se empobreça a trabalhar neste país, pelo combate contra a precariedade, a luta pelo direito à produção e fruição cultural, pelo direito à saúde, por um serviço nacional de saúde público gratuito e universal, pelo direito ao desporto e a um ambiente saudável, que não combinam com a gestão privada e uso displicente de recursos, a luta pelo direito à habitação, pela igualdade na lei e na vida, contra todo o tipo de discriminações, no combate a todas as formas de exploração. São estas e muitas outras lutas que afirmamos que levaram o nosso país no caminho de Abril.

Este congresso chega-nos com uma alegria e força especiais neste ano em que comemoramos e centenário do PCP. 100 anos de luta e resistência ao serviço do povo e do país, em que os jovens comunistas sempre tiveram um papel central na atividade do partido. Passados 100 anos cá estamos com orgulho e esperança a dar o nosso contributo no reforço do nosso partido.
Não é esquecida a imagem de milhares de jovens à procura de uma vida melhor, que apesar de tenra idade, morrem no mediterrâneo ou debaixo das bombas do imperialismo. Carregar a precariedade às costas, sem horário ou contrato não pode nunca ser emancipação, não se compreende como é possível aos jovens ser negado o direito à felicidade quando as riquezas, os alimentos e a informação produzidos, seriam suficientes para dar resposta às suas necessidades.

Dada a situação pandémica, não foi possível receber organizações irmãs de outros países, mas este Congresso não deixa de afirmar a solidariedade da JCP com todos os povos que lutam pela soberania e independência nacional, pelo progresso social e o socialismo.
O 12º Congresso da Juventude Comunista Portuguesa foi realizado no último fim de semana (15 e 16 de maio) no Ateneu Artístico Vilafranquense, no concelho de Vila Franca de Xira.

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