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Mediterrâneo não ajuda a ter filhos...

O amor nos tempos da cibernética

Mediterrâneo não ajuda a ter filhos...

Ideias

2019-07-11 às 06h00

Paulo Monteiro Paulo Monteiro


Muitas vezes quando olhamos para o Mediterrâneo pensamos em excelentes férias, em romances, muito amor e, depois, tudo traduzido em... filhos, em mais filhos e um aumento da natalidade. Mas o melhor é acordar desse sonho. É que os dados divulgados, ontem, pelo Eurostat dizem que Portugal teve, em 2018, a quarta taxa de natalidade mais baixa entre os Estados-membros da União Europeia, registando também uma perda de população para 10,28 milhões de pessoas. Os dados do gabinete de estatísticas da UE revelam que a taxa de natalidade de Portugal foi, no ano passado, de 8,5‰, sendo a quarta pior da União Europeia e apenas ultrapassada por Itália (7,3‰), Espanha (7,9‰) e Grécia (8,1‰)... Coincidência, ou não, todos países mediterrâneos. Afinal a história que se conta não é lá muito verdadeira. É contrária, nascem menos crianças numa das zonas mais paradisíacas da Europa: o Mediterrâneo.
Em 2017, a taxa de natalidade tinha sido de 8,4‰ em Portugal. Em termos absolutos, foram registados no nosso país 87 mil nascimentos e 113 mil mortes.
Más notícias e logo hoje que se comemora o Dia Mundial da População. Ontem, a meio da tarde, tinham nascido em Portugal 174 pessoas e morrido 220. Mais uma vez saldo negativo. Há que inverter os números. Somos ou não um povo mediterrâneo e com sangue latino?
É que cada vez mais a população diminui e qualquer dia não temos volta a dar. Para já, o primeiro passo é ter mais filhos, o segundo é receber de braços bem abertos todos aqueles que escolherem o nosso país para viver!

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