Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Mais oito anos

Casa da História Europeia: quando Portugal era banhado pelo Mar Negro

Ideias Políticas

2017-03-07 às 06h00

Hugo Soares

Os últimos textos que aqui tenho assinado têm sobretudo uma abordagem de política nacional que interpreto também como um prestar de contas a todos os eleitores do meu distrito. Se mais valor não tiverem, têm o condão de partilhar o que penso sobre vários temas e, por isso, também servem para escrutínio dos leitores. Para o bem ou para o menos conveniente nunca deixo de escrever o que penso e atuar em conformidade. Não sei, nunca soube (nem quero saber) de outra forma de estar na vida pública. Mas a pouco mais de seis meses das próximas eleições autárquicas, sendo eu o responsável último pela liderança do PSD de Braga e candidato a mais dois anos de mandato (o que muito me honra) queria, hoje, refletir sobre a governação que assumo, por inteiro, na parte que deve tocar aos partidos, da Coligação Juntos por Braga.
Ricardo Rio ganhou de forma clara, convincente e categórica as últimas eleições autárquicas. Não tenho qualquer pejo em dizer que 95% daquela vitória é dele. Da sua competência técnica à prova de bala, da sua seriedade inabalável, da sua convicção profunda em construir uma Braga melhor e da sua capacidade de trabalho que considero ímpar. Ganhou com a esmagadora dos bracarenses e para eles. E a pergunta que hoje se coloca é: valeu a pena?
Valeu muito a pena.
Ricardo Rio ganhou com um projeto de cidade em antítese àquele que vinha a ser contruído pelo Eng. Mesquita Machado que teve o seu sentido, em muitas coisas, a seu tempo. Mas Braga precisava e merecia futuro. Hoje, Braga é uma cidade mais próxima. Próxima das pessoas. Hoje, Braga é mais cosmopolita. Aberta à cultura. Hoje, Braga é mais solidária. Com quem mais precisa. Hoje, Braga é mais transparente. É de todos.
Quase quatro anos volvidos e fomos (nós, os bracarenses!) capazes de construir em cima do que vinha sendo feito. Não foram quatro anos de obras megalómanas. Mas foram quatro anos de muito investimento. Em todas as freguesias e sem política de chapéu na mão e sem olhar à cor partidária. Foram anos em que o Theatro Circo bateu recordes de público. Foram os anos do projeto Braga a sorrir, do pimpolho, das tarifas de água reduzidas para famílias numerosas. Foram anos da captação de investimento e de criação de emprego com a Investbraga a ter um papel predominante. De isenção e rigor na gestão do parque habitacional municipal. Foram anos de equipar a proteção civil. Mas também foram os anos da participação cidadã; seja no Orçamento Participativo, seja na possibilidade de o público ter ganho o espaço nobre de intervenção na assembleia municipal. Foram anos de coesão territorial. E foram sobretudo anos onde todos trabalharam em sinergia; as várias instituições da cidade deixaram de estar de costas voltadas.
Não tenho a presunção de achar que está tudo feito ou que tudo foi bem feito. É claro que há muito por fazer. Tanto! Mas se assim fosse Ricardo Rio já não era preciso. E Braga ainda precisa dele mais oito anos.

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