Correio do Minho

Braga, segunda-feira

‘Taxa Machete’

Como sonhar um negócio

Ideias Políticas

2014-03-11 às 06h00

Hugo Soares

Em Novembro do ano passado o País político bradou contra o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. “Inaceitável”, “despropositado”, “irresponsabilidade” e “impossibilidade” foram algumas das qualificações que os comentadores experimentados da nossa praça e políticos com responsabilidade usaram para arremessar contra Rui Machete.

A razão foi o facto de o Ministro dos Negócios Estrangeiros ter dito, numa entrevista fora do País, que Portugal precisaria de uma taxa próxima dos 4,5% para poder regressar a mercado em condições favoráveis no final do programa de resgate.

De resto, António José Seguro que tem brindado os portugueses com pérolas dignas das melhores ostras da nossa Ria Formosa, apressou-se a dizer que as afirmações de Machete tinham sido de uma “enorme gravidade” e cito: “Eu aconselhava, e apelo ao primeiro-ministro, é que ponha juízo nos seus ministros para que eles não criem mais problemas para o país”.

Pois bem, importa lembrar que o Ministro de Estado, disse, ipsis verbis que 4,5% seria uma taxa razoável para “financiar as necessidades do défice em termos que não comprometem o futuro”.

E foi esta afirmação que motivou tanta controvérsia. Ora, chegados a Março de 2014, na maturidade a 10 anos, a taxa de juro da dívida soberana de Portugal caiu para 4,498%. Resultado que não acontecia desde Abril de 2010. Se nos recordarmos que em Janeiro de 2012 os juros estavam na fasquia dos 17%!!!!! e que o resgate foi pedido com juros acima dos 8% percebemos bem a sensatez de António José Seguro... É verdadeiramente inacreditável que não haja um português que tenha memória de qualquer declaração de Seguro quando o País teve necessidade de pedir ajuda externa por iniciativa de um governo socialista.

E nenhum português tem memória porque Seguro guardou de Conrado o “calculista” silêncio e nada disse. Pois bem, Portugal sabe hoje com o que contar de António José Seguro: eleitoralismo desmedido, populismo irrealista, regressar a 2011 e irresponsabilidade à moda de José Sócrates.

Perante um Ministro de Estado que pressiona os mercados, perante todo um País que à custa de sacrifícios gigantes coloca Portugal na rota da credibilidade dos mercados, que faz crescer as exportações, que tem vindo a fazer diminuir o desemprego e a aumentar o crescimento económico só restava ao líder do PS ter a grandeza que tem a história do socialismo, colocar-se a par dos seus parceiros em toda a europa, e reconhecer também os méritos da Governação e dos Portugueses.

Infelizmente, em Portugal ainda há políticos que julgam poder ganhar eleições colocando-se junto da esquerda radical, fugindo às responsabilidades e virando costas ao interesse nacional. Não. Não é possível e os portugueses no momento certo darão a sua resposta.

Nota solta: Disseram-me, porque eu não estava presente, que a Deputada Municipal Paula Nogueira brindou a última Assembleia Municipal com uma declaração política (!) toda sobre a minha pessoa. Não lhe agradeço tal distinção porque há pessoas que preferimos que nem toquem no nosso nome, mas não posso deixar de registar o gesto de pequeno carácter de atacar despudoradamente quem não estava presente.

Porventura, aquela senhora deputada ainda não digeriu o facto de o partido que serve não lhe ter permitido ser candidata à Câmara Municipal e ter decidido apoiar um movimento encabeçado por uma independente. A Paula Nogueira parece estar como o próprio BE… em desmantelamento.

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