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Lixo fora dos ecopontos: “É normal, toda a gente faz”

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Lixo fora dos ecopontos: “É normal, toda a gente faz”

Ideias

2020-09-16 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Este fim de semana, o Presidente da Junta de Figueiredo – Braga, Marco Oliveira, surpreendeu duas pessoas que colocavam resíduos fora dos contentores, junta à escola primária. Chamando-os a atenção pelo ato, que é proibido, para além da grande falta de civismo, as pessoas responderam-lhe que era “normal e que toda a gente o fazia”.
É precisamente nesta frase que reside o nosso maior problema, enquanto sociedade, legitimar um ato ilegal: a colocação de resíduos fora de contentores é punível pelo Regulamento Municipal de Resíduos, com o facto de toda a gente fazer igual. Enquanto pensarmos assim, Portugal nunca avançará em termos de civismo, não há nenhum modelo de recolha de resíduos que resista a estes comportamentos.
Há anos que apelamos a que a população não coloque os resíduos fora dos ecopontos.
Quando há resíduos recicláveis fora do ecoponto, como os mesmos são recolhidos com recurso a grua e sendo as viaturas altas, os colaboradores terão que, após a recolha, colocar os resíduos que estão fora, dentro do ecoponto, para que possam ser colocados dentro do camião, fazendo com que a recolha de um ecoponto demore o triplo do tempo e atrasando a recolha dos restantes ecopontos.
Ao levar os resíduos ao ecoponto, caso este já se encontre cheio, pedimos sempre que haja sensibilidade para que se procure outro ecoponto próximo, ou que se aguarde mais um pouco até que a recolha seja efetuada.
Há ecopontos que enchem com mais frequência: locais mais visíveis, de passagem ou de facilidade de estacionamento, outros ecopontos, na mesma zona, poderão estar vazios ou com mais capacidade, por serem mais “escondidos”.
Noutros casos acontece que o ecoponto não está cheio, alguma caixa de cartão não espalmada fica encravada na entrada do marco, sem que haja preocupação de a empurrar devidamente e, quem vem a seguir, pensa que está cheio e coloca fora.
Ou então não se espalma e coloca-se logo fora, levando a que se pense que o ecoponto está cheio.
Mais ainda, se chover o cartão que está fora ficará desfeito e não poderá ser reciclado.
Outra questão tem a ver com a colocação de resíduos de grandes dimensões, na rua ou junto aos ecopontos, sem solicitar a recolha de monstros, pois os camiões da recolha indiferenciada não conseguem recolher esse tipo de resíduos.
Também não devem ser colocados junto aos ecopontos, pois para além de não serem recicláveis, muitas vezes obrigam as equipas de recolha a perderem mais tempo, pois terão de retirá-los de cima do ecoponto para colocar ao lado e assim poderem recolhê-lo. Acresce ainda, a existência frequente de carros estacionados em frente aos ecopontos, impossibilitando a sua recolha.
Costumo dizer: nenhum modelo de recolha é perfeito, mas nenhum subsiste à falta de cuidado e colaboração. Mas o mais importante é, sem dúvida, separar os resíduos recicláveis, colocando-os no ecoponto!
Ajude-nos, ajudando-se!

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