Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Liderança positiva

Prémio Nobel da Medicina

Ideias

2015-09-11 às 06h00

Margarida Proença

As eleições que deram a vitória a Obama, em 2008, celebrizaram a expressão “yes, we can”. No site oficial do mesmo a ideia fica reforçada - “todas as vozes importam, há muito mais trabalho a ser feito do que estender a promessa da América para cada americano”. O slogan capturou a imaginação dos eleitores, mas também de milhões fora dos Estados Unidos. Nada de novo; na verdade, a história está cheia de frases deste tipo, que galvanizam e sintetizam os desejos e as esperanças, o entusiasmo, até mesmo o ódio coletivo.
Para o caso do “yes, we can”, tem sido largamente comentado que a sua força se correlaciona fundamentalmente com a intuição de uma liderança positiva. Dizem os entendidos nestas coisas, que as empresas de maior sucesso têm alguns ingredientes em comum; um deles é exatamente uma liderança positiva. Claro que vai para além do slogan, mas uma liderança positiva é otimista - é possível ter sucesso, vale a pena lutar por isso. Serão muitos os desafios, mas caberá ao líder envolver a organização, as pessoas, de forma ativa, na visão que se pretende para a mesma, e encorajar todos a contribuírem de forma clara para os resultados que se pretendem. Compete ao líder não apenas convidar todos a partilharem de uma visão, mas também transmitir todas as informações para que cada um compreenda a justeza e as vantagens das opções tomadas. Isso criará as condições para que cada um se sinta efetivamente parte do grupo, que o seu trabalho faz diferença, e que contribui efetivamente de forma positiva.
Uma liderança positiva não se fecha no seu gabinete. Anda pelos corredores, fala com os colaboradores, é visto e ouvido, discute e convence, procura transformar os velhos do Restelo aterrados com pessimismos e medos, por vezes com razão, em agentes de mudança e vontade de vencer. Os tempos de recessão e dificuldades são, tradicionalmente, tempos de criação e inovação, seja na ciência, na tecnologia, na vida empresarial ou na vida política. Trata-se de uma capacidade para transformar o “eu quero” no “nós fazemos” , tornando clara a responsabilidade individual nos resultados do grupo.
Os economistas tendem a pensar que os indivíduos atuam no sentido de maximizar as suas preferências, e fazem-no com o mínimo esforço no sentido de obterem a informação necessária para decidir qual a ação que devem tomar. Num mundo cada vez mais complexo e interdependente, a utilidade da cooperação torna-se paradoxalmente cada vez maior. E os riscos de informação insuficiente para tomar decisões e justificar o envolvimento em visões do futuro fortemente condicionadora da qualidade dos resultados.

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