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“Preparados para trabalhar?”

Os direitos dos utentes do serviço de transporte de passageiros

Escreve quem sabe

2015-05-31 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

No dia 29 de maio, a Universidade do Porto, através do Gabinete de Apoio ao Estudante e Empregabilidade, coordenado pelo Prof. Manuel Fontes de Carvalho, organizou uma reunião no âmbito Consórcio Maior Empregabilidade. Um consórcio constituído por 13 instituições de ensino superior, públicas e privadas, coordenado pela Fórum Estudante, para realizar um conjunto de estudos, conferências e iniciativas que visam promover a empregabilidade dos jovens recém-diplomados do Ensino Superior. A reunião incluiu também as intervenções do Delegado Regional do Norte do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, Dr. César Ferreira e a AEP - Associação Empresarial de Portugal, Dr. António Pego, onde também tive a oportunidade de participar em nome da Direção Regional do IPDJ - Instituto Português do Desporto e da Juventude, IP, para apresentar o Roteiro Associativo para a Empregabilidade.
Um excelente enquadramento para apresentar mais um estudo 'Preparados Para Trabalhar? Desenvolvido com o objetivo central de caracterizar o processo de transição do ensino superior para o trabalho, na identificação das competências profissionais, na avaliação do grau de confiança dos diplomados na sua capacidade e na contribuição do percurso académico para a sua formação profissional.
Este estudo, que se junta às mais recentes investigações, sobre o ensino superior e o mundo do trabalho, da autoria das docentes Ana Paula Marques, da Universidade do Minho, e Diana Aguiar Vieira, do Instituto Politécnico do Porto, é um contributo sólido, para responder aos desafios que configuram as agendas educativas e as medidas ativas de emprego da maioria das economias avançadas.
Um propósito alinhado, com o Portugal 2020 no que diz respeito ao Ensino Superior, quando estabelece uma linha de ação que visa 'estimular a empregabilidade, mobilizando empregadores, instituições e jovens para projetar o futuro'. Focado na importância de 'adequar a oferta formativa às exigências e mutações contínuas dos mercados de trabalho, promovendo o envolvimento de empregadores no planeamento da oferta formativa pelas instituições de ensino superior', revela, sobre a empregabilidade dos recém-licenciados, o que os jovens podem oferecer às empresas, e as características mais valorizadas pelo meio empresarial.
Pretende ainda, dotar as instituições parceiras, do consórcio, de informação relevante para a sua atuação estratégica, para potenciar a empregabilidade dos seus estudantes e diplomados. Atuar ao nível dos conteúdos e estruturas curriculares, dos serviços de mediação e apoio à transição para o mercado de trabalho.
Uma dicotomia que exige um conhecimento aprofundado dos processos de transferência de qualificações académicas, de competências técnico-científicas e transversais, que contribuem para fomentar uma cultura de iniciativa empresarial e de inovação em Portugal, e cumprem com efetividade a sua ligação com mundo do trabalho.
Perspetivando, a mobilização de conhecimentos e competências para aumentar da empregabilidade dos jovens, por via da formulação de estratégias de inserção profissional, pela aprendizagem contínua, e ainda pela reconversão para outras áreas de formação, pelo conhecimento de técnicas de procura de emprego, pela criação do próprio emprego/empresa.
Neste sentido, os resultados do estudo apresentam para uma preparação dos diplomados para o trabalho é positiva, tanto na perspetiva dos próprios diplomados como na opinião dos empregadores, indicando um espaço amplo para a melhoria da preparação dos diplomados.
Melhorias que propõem a utilização de práticas pedagógicas, potenciadoras do desenvolvimento das competências transversais e profissionais. O envolvimento do estudante em atividades extracurriculares, em que as experiências no associativismo estudantil e juvenil assume uma “inequívoca pertinência”, na aquisição de competências cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho. Sublinhando também, uma maior articulação entre o meio académico e o meio profissional, potenciadora de oportunidades, através dos estágios curriculares em empresas.
Um contributo promissor, para um caminho longo, um futuro muito próximo e um presente bastante exigente.

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