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Ideias Políticas

2014-05-13 às 06h00

Carlos Almeida

Bem sei que está cansado de ouvir promessas, desiludido com todos os políticos, com todos os partidos. Mas quem são, afinal, “todos”? São os que têm governado o país nas últimas décadas ou aqueles que a eles se têm oposto? São os que, hoje, ocupam 90% dos lugares no Parlamento Europeu ou são os poucos que sobram, que apesar de estarem em número reduzido não abdicam de lutar por Portugal? São os que trouxeram a troika para Portugal, puseram o país a saque, ou aqueles que lutaram contra a troika, em defesa da soberania e independência nacionais?
Serão mesmo “todos” iguais, os partidos e os políticos?

Os deputados eleitos, em 2009, pela CDU ao Parlamento Europeu foram os que mais intervieram oralmente nas sessões plenárias. Numa ponderação relativamente ao número de deputados de cada partido, a média de intervenções por cada deputado da CDU é de 284 inter­venções. Ao fazer a mesma análise relativamente ao trabalho de cada partido, os dois deputados da CDU fizeram 568 intervenções orais em sessão plenária, mais 128 intervenções do que os 10 deputados eleitos pelo PSD e pelo CDS.

A forma de estar dos deputados da CDU é bem diferente da dos restantes deputados portugueses também no que respeita a outras iniciativas, nomeadamente na apresentação de relatórios e pareceres, sendo que se destacam enquanto relatores de pareceres, nos quais registam a mais elevada média ponderada pelo número de deputados de cada partido.

Evidentemente, não podemos avaliar os deputados apenas pela quantidade de trabalho, ainda que seja útil perceber o que lá andam a fazer os nossos representantes. No entanto, também quanto ao conteúdo os deputados da CDU distinguem-se dos restantes pela positiva. Foram deputados atentos à situação do país, deram prioridade às questões sociais, à defesa do emprego, à defesa da produção nacional, nomeadamente na agricultura e nas pescas, e ao intransigente combate em defesa da soberania e independência nacionais e do aproveitamento dos recursos existentes em prol do desenvolvimento económico e do progresso social.

Depois deste curto balanço, acha mesmo que vale a pena votar neste ou naquele candidato apenas porque nasceu no Minho? Acha que o facto de um candidato se dizer orgulhosamente minhoto é condição suficiente para o ilibar de todas as desgraças que as suas opções de voto trouxeram a Portugal?

Não vá em cantigas. Todas as listas concorrentes têm candidatos de várias regiões do país, inclusivamente a da CDU tem dois do distrito de Braga, mas, como é óbvio, não é essa a condição que fará a diferença na intervenção de cada um no Parlamento Europeu.
Talvez esteja pouco importado com o que se vai passar no último Domingo deste mês. Provavelmente, pensa que o dia seria melhor passado de outra maneira qualquer. Numa festa, num passeio, na praia.

Ainda assim, aquilo que tenho para lhe dizer é: faça o que tiver a fazer, divirta-se, passeie, conviva, mas não deixe de ir votar nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, em 25 de Maio.
Em causa está a eleição de 21 deputados portugueses, representantes do nosso país no Parlamento Europeu, que poderão, ou não, defender os interesses de Portugal nessa instituição.
Está em jogo o seu futuro e o futuro do país.

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