Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Interculturalidade

Como sonhar um negócio

Voz às Escolas

2017-01-30 às 06h00

Maria da Graça Moura

Mais do que nunca, reforçado pelas medidas de rejeição social, que diariamente nos chegam através dos meios de comunicação e nos causam tanto desconforto, tanta revolta, tanta repulsa, é urgente não baixar os braços, ser assertivo e atuante, denunciar, ter iniciativa, defender as grandes causas, sem medos!
Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar! (Sophia de Mello Breyner Andresen)
Mais do que nunca, é imperativo agir, é imperativo consciencializar, sensibilizar, educar para a aceitação, a integração, o respeito, a liberdade. A escola é o lugar, por excelência, de interação social, de integração, de aprendizagem de valores, de partilha.

A um grande nível de preocupação com a diferença, o Conselho da Europa criou o projeto Cidades Interculturais e implementou um programa de organização de uma rede de cidades europeias para conhecer as práticas de inclusão e de integração de pessoas de outras nacionalidades e etnias, de pessoas culturalmente diferentes e diversificadas, de onde constava, inicialmente, apenas uma cidade portuguesa, Lisboa.

Muitas mais, de toda a Europa, aderiram ao programa. Oitenta e três cidades foram já analisadas, tendo em conta as suas políticas de acompanhamento e conhecimento dos seus habitantes e da sua capacidade de diversificar a integração. Podemos dizer, com muito orgulho, que Braga faz parte da rede das Cidades Interculturais, cuja adesão foi concretizada a quinze de março de dois mil e dezasseis.

Neste âmbito, realizou-se há dias um encontro de monitorização e acompanhamento, a visita de uma equipa de peritos, que incluiu um representante do Conselho da Europa e um perito independente. Gerir a diversidade como um ativo, e não como uma ameaça foi o principal objetivo desta equipa. Visitaram vários locais, entre eles o Centro Escolar do Fujacal, frequentado por alunos de diferentes nacionalidades e culturas, o que tanto enriquece este ambiente educativo. A riqueza cultural deste Centro Escolar tem sido um desafio constante.

Desenvolve variados projetos de integração, atividades de partilha de costumes, tradições. Podemos dizer, nas palavras dos seus professores, que estamos tão envolvidos na diversidade que já não vemos a diferença, cada aluno que chega à escola é tão igual e tão diferente como todos os que já a frequentam, seja da rua ao lado ou de um país tão distante que os mais pequeninos não conseguem imaginar. Assim é, extraordinariamente rico, este ambiente educativo.

A equipa apresentou num relatório que traçou o 'perfil intercultural' da cidade e condicionará as ações de futuro. Recomenda que Braga fortaleça as suas políticas interculturais em matérias como Bairros Sociais, Mercado de Trabalho e de Negócios, Vida Cultural, Compromisso, Mediação, Comunicação ou Acolhimento, …

A escola deve assumir o seu papel fulcral neste fortalecimento. Através da boa integração das famílias na comunidade bracarense, resultará um equilíbrio muito maior, um percurso muito mais saudável, as comunidades responderão aos novos desafios, constituindo-se assim numa mais-valia, num percurso de riqueza, de desenvolvimento.

O Agrupamento de escolas André Soares reforçará as suas medidas de integração, as suas práticas de envolvimento. Todos sairão mais enriquecidos, mais preparados para os desafios que os aguardam à saída da escola. Todos se sentirão mais úteis, mais responsáveis, mais europeus. A integração e partilha será, cada vez mais, um lema!

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