Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Inimputáveis

Winston Churchill: Nobel da Literatura

Voz às Escolas

2019-01-09 às 06h00

Manuel Vitorino

No passado dia 22 de novembro, cerca de 100 alunos, da Escola Secundária de Monserrate, tiveram oportunidade de assistir a uma peça de teatro-debate, intitulada “(in)dependências”, representada pela USINA, com o apoio do IPDJ, que incidiu na apresentação de várias dependências que afetam os jovens, como os jogos digitais, o haxixe, o álcool e outras drogas.
Nesta peça, os nossos alunos tiveram a oportunidade de participar ativamente, propondo sequência ou fins alternativos. Foi uma experiência interessante que os fez refletir sobre questões que não estão muito longe do seu quotidiano.

A temática inscreve-se numa cultura de educação para a cidadania e de prevenção de comportamentos de substâncias aditivas, em idades susceptíveis à sua experimentação e consumo, à influência do grupo de pares ou ao mimetismo de comportamentos de ídolos.
Neste âmbito, recordo uma conferência proferida há cerca de 9 anos, nesta escola, por um psiquiatra, que esteve na linha da frente pela despenalização dos consumos das ditas “drogas leves”. Dizia ele, que estava, amargamente, arrependido de ter defendido essa ideia, face às evidências científicas que foram surgindo. Primeiro, porque não existem “drogas leves”, e segundo, porque o consumo de canábis tem consequências terríveis para a saúde e para o futuro dos adolescentes e dos jovens: dificuldades de aprendizagem, alterações de memória, maior probabilidade em espoletar psicoses, como a esquizofrenia, indução de outros comportamentos de risco, por exemplo no campo da sexualidade ou na condução de viaturas, entre outros.

Vem esta reflexão a propósito da encruzilhada civilizacional que vivemos. À escola exige-se uma educação promotora de estilos de vida saudáveis, que leve os mais jovens a rejeitar qualquer forma de dependências, sobretudo do álcool e das drogas. Inversamente, surgem projetos sociais e políticos, já iniciados noutros países, que começaram com a legalização da canábis para fins medicinais, e agora, pretendem avançar para a sua legalização para fins recreativos. Em termos práticos, esta posição está ancorada em questões meramente ideológicas, como o mito das “drogas leves”, a pretensão de acabar com o tráfico de estupefacientes, legitimar comportamentos socialmente censuráveis.
Quem lida - na educação, na saúde ou nas famílias -, com os comportamentos dos jovens reféns de “consumos recreativos”, conhece bem a curva dessa estrada que surge no horizonte.

Deixa o teu comentário

Últimas Voz às Escolas

23 Janeiro 2019

O mérito para todos

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.