Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Inauguração do Centro Escutista de Arcos de Valdevez

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Escreve quem sabe

2015-06-12 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

O Agrupamento dos Arcos de Valdevez celebrou o seu cinquentenário escutista no ano de 2014/2015 e, desde 2011, que um sonho antigo começou a tomar forma: a criação de um centro escutista nos Arcos de Valdevez. De facto, a celebração de um protocolo com a Câmara Municipal, em dezembro desse ano, para cedência de uma escola do primeiro ciclo e a atribuição de um subsídio de 10.386,00 euros para a primeira fase das obras, deu forma a este sonho.

Contudo, só no dia 30 de maio de 2015 este sonho se tornou realidade com a inauguração do Centro Escutista dos Arcos de Valdevez.
A antiga escola sofreu obras de reestruturação profundas aumentando a volumetria do edifício para poder albergar 52 pessoas em regime de residência e tendo espaços de reunião, convívio e para dormir, dois balneários polivalentes, cozinha e refeitório e ainda anexos para atividades abrigadas.

Também o espaço para acampamento foi ampliado, permitindo agora que um Agrupamento aí possa realizar o seu acampamento com as quatro secções: Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros. O Centro, dotado de condições para acampamentos e ações de formação residenciais, permite uma panóplia infindável de ações destinadas a crianças, jovens ou adultos.
A sua localização no lugar de Rondelas, da freguesia de Rio Frio e situado no topo de uma elevação, de onde se pode alcançar uma vista de beleza indescritível sobre o Parque Nacional da Peneda-Gerês é mais um elemento valorizador para a sua procura, uma vez que permite utilizá-lo como base de apoio a ações de descoberta da Natureza.

De realçar que nesta parceria a Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez fez nestes três anos e meio um investimento importante a rondar os 100 mil euros, sem esta preciosa colaboração o sonho ainda hoje seria sonho como frisou o chefe de agrupamento: «este projeto é um sonho tornado realidade e tem a particularidade de privilegiar três vertentes, nomeadamente o Espaço, o Escutismo e Arcos de Valdevez. Através dele é possível proporcionar aos jovens o acantonamento no edifício, acampamento no terreno anexo, assim como apoiar os escuteiros nas suas atividades ao ar livre. (...) o apoio do Município Arcuense foi fundamental para a concretização do projeto (...) não pretenderam criar um Centro grandioso no seu espaço (área), no entanto pretendem que o mesmo seja uma referência em termos de qualidade, ao serviço dos Escuteiros locais, dos seus Irmãos da Região e, naturalmente, dos de outras paragens que pretendam usufruir do equipamento».

Por sua vez, o presidente da Câmara referiu que «com este projeto estamos a contribuir para a educação e formação de jovens (...) este projeto resultou de uma parceria e trará benefícios ao nível do associativismo e turismo, contribuindo para a dinamização social, cultural e económica do nosso concelho' e com ele 'iremos com toda a certeza construir futuro».

Este Centro Escutista, junto à porta do único parque nacional português, será um polo de atração, não só para os jovens escuteiros nacionais, mas também dos nossos irmãos escutistas de além fronteiras, tornando-se assim um espaço para desenvolver o conceito de cidadania europeia e universal, não só para os nossos escuteiros que tomam contactos com outras culturas e formas de vida, como também os que visitam que se tornam recetores dos nossos usos e costumes, bebendo a nossa cultura tornando, desta forma, embaixadores da mesma.

Finalmente, realçar que com este protocolo todas a partes, vêm as suas missões nas áreas da educação e da animação juvenil enriquecidas, a freguesia vê a sua escola restaurada e a servir os fins para que foi criada a educação e a formação de cidadãos; o município porque vê o seu concelho dinamizado e aberto a outros jovens e adultos e vê a salvaguarda do seu património, material e imaterial, divulgado e valorizado, e o escutismo porque a sua ação educativa enriquecida, aproximando-se da excelência. Foi uma boa prenda de aniversário, que o passado fundamenta, e que, estou convicto, o futuro justificará.

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