Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Implantação de políticas ambientais

Bragafado 2018: a trindade do fado tradicional

Ideias

2011-10-05 às 06h00

Pedro Machado

Nos dias que correm, a instabilidade social poderá ser equiparada à desordem do nosso ecossistema. Aliás, é uma das causas. Já não se olham a meios para os fins serem atingidos. O Planeta está confuso, está doente. Actualmente, várias espécies animais já foram extintas e outras estão perto disso. Regista-se um aquecimento global cada vez mais acentuado, provocando alterações climáticas impensáveis, que já estão a ser sentidas: estão previstas temperaturas a rondar os 30º para o inicio do mês de Outubro!

Contudo, ainda vamos a tempo de mudar. Nem tudo está perdido, mas é necessária uma rápida intervenção para melhorar o nosso habitat. Acredito que a elaboração dos objectivos/medidas para regular/melhorar o ambiente deveriam passar por uma análise mais regionalizada e não a partir de uma perspectiva tão global - como se verifica nas realizações de cimeiras mundiais - de modo a observar num parâmetro mais específico e personalizado os problemas e resoluções ambientais para cada país/região mundial.

De facto, o Planeta está a caminhar para um abismo ambiental consciente. As grandes metrópoles mundiais continuam a largar quantidades exorbitantes de dióxido de carbono para a atmosfera sem sofrerem grandes consequências. Creio que serão necessárias a criação de medidas mais drásticas para esses países que, ano após ano, causam esta continuada degradação ambiental do Planeta. Lamentavelmente, foi criado o chamado Mercado de Carbono em que foi criada um género de bolsa de valores para as emissões de dióxido de carbono, sendo possível aos países comprarem acções para poderem poluir mais.

Por outro lado e de um ponto de vista interno, sou da opinião que os vários sistemas regionais de tratamento e valorização de resíduos deverão implementar Ecoparques nas respectivas áreas de abrangência. Deste modo, seria concebível a valorização/reciclagem de um maior número e tipo de resíduos, no sentido de ser atingida uma maximização/potenciação dos recursos do planeta.

Sou defensor de uma Regionalização Ambiental dotada de autonomia, possibilitando uma tomada de decisões mais rápida e eficaz. Estou convicto que os Sistemas Multimunicipais de Recolha e Valorização de Resíduos da Braval, da Valorminho, da Resulima e da Resinorte, deveriam implementar uma Incineradora Regional com o objectivo de destruir tudo aquilo que não poderá ser valorizável.

Hoje, mais que nunca, é necessário poupar. Com a conjuntura pouco favorável que o País atravessa, temos que reduzir e cada vez mais, reutilizar e reciclar os recursos. Para isso, terá que ocorrer uma verdadeira Revolução no consumo, de forma a ser conseguida uma diminuição da criação de lixo e ainda aumentar drasticamente a separação de resíduos e o seu incentivo!

Com o aumento da separação/reciclagem e a respectiva diminuição do lixo indiferenciado, a deposição em aterro seria menor reflectindo-se numa tarifa mais reduzida. Será necessário o esforço de todos nós para salvarmos o Planeta de um fim precoce. Teremos, sem excepção, de separar os resíduos em casa e enraizar a reciclagem nos nossos hábitos comportamentais diários.

As questões ambientais terão, indubitavelmente, que fazer parte do nosso processo de desenvolvimento cognitivo e educativo. É essencial transmitir aos mais novos a importância da reciclagem para o futuro da sociedade, e claro, para o seu próprio futuro.
Será possível conceber uma realidade aprazível do mundo daqui a 200 anos? Ou será simplesmente possível imaginar uma realidade?

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