Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Impacto do stresse na vida

As Bibliotecas e a cooperação em rede

Escreve quem sabe

2014-11-23 às 06h00

Joana Silva

Quantas vezes já não desejou que o dia tivesse mais que as 24horas fruto das imensas responsabilidades diárias? O stresse está sempre implicado nessas mesmas responsabilidades. Este nada mais, nada menos é do que energia positiva. Exemplificando, todos os dias precisa de stresse para se levantar da cama, definir objetivos como ir às compras ou a alguma consulta médica, acompanhar os filhos à escola, desempenhar as suas responsabilidades profissionais.

Basicamente, o stresse positivo, permite realizar rotinas e tarefas com as quais se está comprometido. É deste modo uma espécie de energia produtiva que permite alcançar resultados pretendidos e satisfatórios. A sociedade tem vindo a atribuir uma significância negativa ao conceito de stresse. Na verdade o stresse é sempre positivo, o distress é que não o é. O distress implica um excesso de energia muito para além dos limites que o nosso organismo pode suportar causando assim mal-estar físico e psicológico.

Trata-se de não conseguir encontrar estratégias adpativas ou respostas para se lidar com determinada situação, desde: um divorcio, alteração de residência, desemprego, problemas financeiros, cobranças desmedidas por parte da entidade patronal e pouco descanso, não-aceitação de factos e da realidade, o receio de morrer ou de perder emprego ou de não agradar. Somos seres emocionais e relacionais. Sabemos portanto analisar e interpretar certos sinais que provém da linguagem corporal.

Por esta razão, deparamos-mos por vezes, a verbalizar a um amigo a expressão “Estás stressado?” perante sinais como: a agitação motora (tiques nervosos); nervoso miudinho; pensamento distante; falta de concentração ou esquecimento, das chaves do carro, por exemplo, em que se revira tudo e afinal encontram-se no bolso do casaco; irritabilidade fácil em que ao mínimo “ai do filho” está logo a repreender a conduta; insónia em que o sono parece só vir quando o despertador já toca; respiração acelerada como resultado da ansiedade conhecida pela famosa expressão “Não sei que tenho, mas falta-me o ar” e dores e queixas físicas sem explicação em que se realiza “mil e um exames” de diagnóstico e o resultado é “está saudável!”.

O distress no decorrer do tempo pode provocar sintomatologia física grave desde: problemas digestivos (náuseas, úlceras nervosas, colón irritável); problemas cardíacos (hipertensão arterial, colesterol), problemas psicológicos (fadiga crónica, apatia pela vida, isolamento, diminuição do rendimento profissional) etc. Diversos estudos indicam que o distress está relacionado com o bruxismo (ranger os dentes), mau hálito (desidratação: boca seca e/ou a enunciação popular “cantos da mesma brancos”); compulsão ou diminuição alimentar; problemas sexuais e distúrbios da menstruação, problemas da pele como a psoríase e queda de cabelo (esta última pode surgir após 3 meses de a situação que lhe causou stresse negativo).

É comum ouvir-se a expressão popular “Não te enerves que não vale a pena”. De facto palavras “Levam-nas o vento!”, porque como se costuma dizer, “Falar é fácil, para quem não está no problema!”. Dificilmente alguém consegue livrar-se do stresse negativo, no entanto, pode-se efetivamente minimizá-lo através da prática de atividades de que gosta, do lazer, do exercício físico, do convívio social entre outros aspetos. Em situações em que nenhuma das sugestões anteriores resulta deverá procurar um especialista. Tente viver a sua vida com um bom stresse o seu corpo e mente agradece!

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