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ideaLab, auditoria

A cor é Rosa!

ideaLab, auditoria

Ensino

2021-09-22 às 06h00

Francisco Porto Ribeiro Francisco Porto Ribeiro

A proposta do texto de hoje não tem nada de disruptivo. Apenas venho partilhar / divulgar um evento que terá lugar no próximo dia 29 de setembro, com a sessão inaugural online da Auditors Alliance ideaLab, dedicada a todos quanto se interessam ou tra- balham com auditoria, seja ela auditoria interna ou externa. Para mais informa-ção, por favor consulte a página em: https://oecd-auditors-alliance.org/?mailpoet_router&endpoint=view_in_browser&action=view&data=WzE5LCJkZjU2MmE1MzM0OTciLDI1NywicjN1bWNpMm55N2tzb2tjNDQ4azRjdzg4Z2cwMDBrc2MiLDIyLDBd.
O evento é promovido pela organização internacional OCDE (https://www.oecd.org/portugal/) e está aberto a todos os interessados no tema (sociedade no geral, profissionais na área, auditores, alunos e professores). O propósito visa consolidar modos e forma de fortalecer a resposta dos governos ao crime ambiental, dedicado ao tema de auditando lacunas regulatórias ambientais. O even-to irá decorrer entre as 16h00 e as 17h00 (horas em Portugal) e conta, para o efei-to, com um painel variado de partici- pantes, de renome internacional, como é o caso de Martin Dees (https://nl.linkedin.com/in/martin-dees-15b0636), Conselheiro Estratégico em Auditoria Pública e Contabilidade, e Johan van Wilsem (https://www.cybercrimeworkingroup.com/johan-van-wilsem), Estrategista-Auditor do Tribunal de Contas dos Países Baixos.
Segundo a informação recebida, o conceito do ideaLab visa abrir espaço a uma discussão organizada pela comunidade, ajudando os auditores a acelerar ideias através de intercâmbio com colegas e especialistas na área. A sessão inaugural foca-se nas regulamentações ambientais, que nem sempre são adequadas na prevenção e enfrentamento do impacto ambiental das grandes empresas poluidoras. As perguntas iniciais prendem-se com o aspeto e a dúvida que persiste no espírito dos auditores (senão mesmo, do público interessado) e que muitas vezes fazemos, nomeadamente, perguntamos de que forma os auditores internos e externos podem preencher essa lacuna de modo ajudar essas empresas a ficar "mais verdes"? A participação neste evento é gratuita, implicando inscrição prévia. Em caso de interesse, consulte a página em: https://oecd-auditors-alliance.org/content/auditing-environmental-regulatory-gaps/?utm_source=mailpoet&utm_medium=email&utm_campaign=ideaLab.
De acordo com a organização do evento, os processos produtivos das grandes indústrias podem ter, potencialmente, um grande impacto no meio ambiente local e global, dependendo da dimensão e do impacto, bem como na saúde da população, mais uma vez, local e global, pelas mesmas razões. A questão torna-se ainda mais relevante no contexto do último relatório do IPCC, instando os governos a tomar medidas drásticas. Além disso, as violações das regulamentações ambientais podem afetar severamente as metas de sustentabilidade dos governos e a reputação dos negócios envolvidos. As regulamentações ambientais vigentes nem sempre são adequadas para prevenir e abordar o impacto ambiental dessas empresas. Es-sa "Lacuna Regulatória" reduz o valor e o impacto das auditorias e inspeções. O que os auditores internos e externos podem fazer para preencher essa lacuna e ajudar essas empresas a ficar "mais verdes"?
Em conjunto, será analisado o caso dos Países Baixos onde existe um pequeno grupo das 500 empresas que trabalham com grandes volumes de substâncias perigosas violando, repetidamente, as leis ambientais. O Tribunal de Auditoria dos Países Baixos colocou esse grupo de violadores repetidos em foco pela primeira vez, editando e analisando os dados dos 500 locais da empresa inspecionados ao longo de um período de cinco anos. O relatório da auditoria, "Reforçando no Escuro" (https://english.rekenkamer.nl/publications/reports/2021/06/30/enforcing-in-the-dark), revela áreas onde, para o governo holandês, é necessário reforçar a fiscalização e aplicação de crimes e violações ambientais, embora cerca de 20.000 inspeções ambientais tenham sido realizadas em cinco anos. Para esta sessão são apresentadas perguntas modelo direcionada ao trabalho dos auditores, no terreno, nomeadamente (1) que estratégias os auditores podem usar para induzir mudanças para suprir a lacuna regulatória?, (2) quais são os outros critérios de auditoria podem ser aplicados?, (3) quais partes interessadas podem desempenhar um papel? e (4) qual é o papel para reportar normas?
Em agenda está a introdução do tema, com a descrição de como o Tribunal holandês identificou as lacunas regulatórias (ou seja, a metodologia de auditoria), as recomendações a fazer e identificar como podem ser feitas as recomendações mais relevantes, acionáveis e justas para todas as partes envolvidas. A pergunta final, que acaba por ser transversal no trabalho da maioria das auditorias, prende-se com a eterna questão se os auditores podem ir além da regulamentação vigente e quais os outros critérios estão disponíveis para serem considerados? Fica a partilha e, se possível, passem palavra.

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