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Braga, sábado

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Ícones de Braga

Norte sobe no Ranking Regional de Inovação

Escreve quem sabe

2018-03-06 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

Muito se tem falado sobre a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da Humanidade, classificação instituída pela UNESCO. Foram cerca de 20 anos de trabalho e planificação, reconhecidos neste último mês, com a confirmação da presença deste monumento na lista de candidaturas.
Desengane-se quem menospreza a presença do Bom Jesus na lista dos candidatos, pois para nela entrar são muitos os requisitos a ter em conta. Além de ter de garantir o Valor Universal Excepcional do monumento, a conservação e a proteção são também uma mais-valia que sustenta esta candidatura. Esta etapa, já conseguida, irá potencializar ainda mais o turismo de toda a cidade, particularmente de toda a área circundante do monumento. Agora, será necessário que esse turismo cresça de forma planificada, para que se consiga dar uma resposta digna desta candidatura, pois certamente ao aumentar a procura aumentam também as necessidades, como o alojamento, a alimentação e até mesmo os meios de transporte para que haja uma maior união entre o centro da cidade e o um dos seus santuários. Mandado edificar por D. Rodrigo de Moura Teles, este santuário sofreu grandes alterações, ficando como hoje o conhecemos apenas no século XIX. No entanto, apesar das alterações sofridas ao longo dos tempos, o conceito original nunca foi descurado pois a Via Sacra, no seu escadório, continua a realizar-se sobretudo na quaresma.

Também a Semana Santa de Braga é um potencial candidato para Património Imaterial da Humanidade, mas tem ainda muito a melhorar, apesar de ser já um marco importante na cidade. Embora esta candidatura seja a património imaterial, é preciso ter em conta o cuidado com a forma como as tradições tem sido implementadas e asseguradas, para que não descaraterizem a memória da cidade. Também é necessário um maior e melhor acolhimento aos turistas que nos visitam, pois cada vez mais o turismo é plural. Vivemos num mundo quase sem fronteiras, onde há cada vez mais facilidade em nos deslocarmos para conhecermos novas culturas e, com isso, chegam as novas línguas para as quais devemos estar preparados. Os materiais de apoio fornecidos a quem nos visita, devem ser adaptados aos tempos modernos, por exemplo, o mapa do barroco, distribuído no posto de turismo, já deveria estar mais actualizado, com uma imagem mais digna do século em que vivemos.
Existe ainda em Braga um Monumento Nacional, igualmente pensado por D. Rodrigo de Moura Teles, que poderia um dia ser candidato a Património Mundial da Humanidade.

No entanto, devido às escolhas feitas anteriormente, esse monumento irá sempre sofrer as consequências e nunca poderá chegar a esse patamar. Falamos de um Monumento Nacional que é bastante completo, pois tem em si não só a sua construção, mas também a sua história e a fauna e flora que o envolve. Não fossem as escolhas tomadas, alheias ao monumento, e hoje poderíamos ter um Parque Verde das Sete Fontes muito maior, em vez de estar confinado às construções já existentes. Contudo o importante é que se concretize agora o Parque, pois a cidade precisa de um pulmão verde que a faça respirar melhor.
Como vê, caro leitor, vivemos numa cidade cheia de potencial no que ao património diz respeito e devemos honra-la cada vez mais. Deixe-se aproximar por estes ícones da cidade e verá que irá viver cada vez mais orgulhoso por Braga.

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