Correio do Minho

Braga, terça-feira

Hugo Pires e os jogos de Cintura para justificar o desinvestimento na CEJ 2012

O conceito de Natal

Ideias Políticas

2012-01-06 às 06h00

Francisco Mota

Encontramo-nos a poucos dias do arranque de Braga Capital Europeia da Juventude, é importante lembrar este executivo socialista, pois com o espírito de trabalho quase parado que envolveu todo o ano preparatório, ainda corremos o risco de nem se aperceberem.

Um invento que devia ser marcante na história contemporânea Bracarense, a cidade e o conselho não estão minimamente preparados, a região e o país muito menos e da Europa nem convém lembrar.
Não é certamente um traço negro sobre esta matéria nem muito menos um previsão injusta.

Pois acredito que os olhos abertos são mais do que os fechados, e os fechados ainda podem abrir, para constarem o nível de incompetência e falta de estratégia no desenrolar de todo este processo. Temos que ter a capacidade de ver e avaliar o que foi feito até hoje, porque o sucesso de um projecto depende do investimento dado no período preparatório.

Basta fazer uma análise superficial sobre o que foi este ano, Falta de estratégia e divulgação; o não envolvimento da comunidade associativa Bracarense; actividades pré CEJ sem dinamismo e arrasadas pelo insucesso; um desconhecimento na sociedade Bracarense e da região do estatuto de Braga para 2012; a inexistência de um programa próprio da CEJ atempadamente; o afastar os bracarenses do projecto exemplo disso foi a não abertura do concurso de ideias para o antigo quartel da GNR; e ainda o pedido de demissão do director-geral da CEJ, o socialista Cláudio Silva, em circunstâncias ainda por esclarecer. No fundo uma CEJ que se resume a um logótipo, um vídeo e pouco mais; Não esquecendo ainda as grandes obras do PS para a CEJ. Uma Casa da Juventude? A sede da CEJ? espaço “Ge-NeRation”?qualquer que seja o nome a dar ao antigo edifício da GNR não estará pronto a tempo deste evento, bem como a tão prometida Pousada de Juventude em real. Ou seja teremos obra pronta em 2013, estranhamente ou não em ano eleitoral para a CMB.

De referir ainda que todo este processo de nada mais passou, de um fogo-de-vista político, do qual o executivo municipal socialista num gesto de malabarismo, tem vindo enganar todos os Bracarenses. Ora por actividades que já deviam estar a ser preparadas, e que nem sinais há delas, ora por o não envolvimento das instituições de Braga, às quais o vereador Hugo Pires definiu como parceiros estratégicos.
O início de facto foi bastante forte e empolgante por parte do vereador da juventude e da demais sua equipa, até se reactivou o concelho municipal de juventude, mas na verdade os efeitos práticos foi um show off empobrecido. E nada mais passou de intenções, que na prática não significaram absolutamente nada, a não ser uma continuidade da equipa do reumático.

Contudo mais grave do que todo este caminho pobre em ideias e em trabalho é a dias da apresentação, finalmente, do programa oficial a “lata” do vereador Hugo Pires, em declarar publicamente que Braga 2012 precisa de 1,5 milhões de euros do governo, para o sucesso da internacionalização da CEJ através de dois concertos gratuitos.

O vereador da Juventude devia no mínimo ter vergonha de tentar “tapar o sol com a peneira”, ou seja da falta de trabalho e de empenho em fazer uma nova Braga, uma referência para o futuro no contexto nacional e Europeu, atirando para o governo esta responsabilidade. Não saberá o vereador socialista que este processo já há muito que devia se ter iniciado? Não saberá, ainda este, que uma CEJ não são apenas Concertos? Indo ainda mais longe, não terá ele noção a pouca transparência e falta de dinamismo em que tronou este projecto?

Braga Capital Europeia da Juventude tinha todas as condições para ser um sucesso sendo que se trata dos concelhos mais jovens do país e com uma capacidade associativa enorme. Encaramos como uma nova janela de oportunidades para a sua juventude. Desde logo a afirmação e promoção de Braga na euro-região; estreitando as relações entre os jovens cidadãos e as instituições europeias.

É necessário dizer ao executivo socialista o seguinte:
“É que vocês não são aquilo que dizem são aquilo que fazem. Façam as vossas acções reflectirem as vossas palavras.”
Não basta querer uma CEJ é preciso concretiza-la.

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