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Voz às Escolas

2020-01-27 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos Hortense Lopes dos Santos

O Agrupamento de Escolas Carlos Amarante assinala o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado anualmente no dia 27 de janeiro, data da libertação do Campo de Concentração e Extermínio Nazi de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas em 1945, com uma sessão evocativa da data e a inauguração da exposição “Shoá – o Holocausto: como foi humanamente possível?”.
Esta efeméride organizada desde 2005 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) tem como objetivos principais prestar homenagem à memória das vítimas do Holocausto e combater o anti-semitismo, o racismo e quaisquer outras formas de intolerância que podem levar à violência em grupo. Como recorda Primo Levi “Aconteceu, portanto pode acontecer novamente”.

As comemorações na Escola Secundária Carlos Amarante iniciam-se às 11h 45m com uma “conversa” sobre a temática tendo como leitmotiv excertos dos filmes “A vida é bela”, de Roberto Benigni, “A noite e o nevoeiro”, de Alain Resnais, “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg? e “A noite cairá”, de Andre Singer. Esta tertúlia, conduzida por alunas do 11.º ano de História B, tem como convidados Eduardo Jorge Madureira, autor de numerosas publicações sobre direitos humanos e sobre o Holocausto tendo ainda coordenado diversas iniciativas para evocar a vida de Anne Frank, promovidas pelo Governo Civil de Braga em 1998 e 1999; Jorge Brandão Carvalho, professor bibliotecário da Escola Secundária de Amares, formador na área do ensino do Holocausto e Direitos humanos tendo frequentado numerosos cursos de formação de professores promovidos pela Escola Internacional do Yad Vashem, Jerusalém, Israel; Ana Maria Marques, leitora de Língua e Cultura Portuguesas, ao serviço do Instituto Camões, na Universidade Hebraica de Jerusalém e na de Telavive, de 2010 até 2018.

Pelas 12h 45m proceder-se-á à inauguração da exposição “Shoá – o Holocausto: como foi humanamente possível?” produzida pelo Departamento de Exposições Itinerantes do Yad Vashem (Centro Mundial de Lembrança do Holocausto), em Jerusalém, Israel, com curadoria de Rinat Harris-Pavis e consultoria de Avraham Milgram e exibida pela primeira vez ao público em janeiro de 2015, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O Museu do Holocausto de Curitiba, Brasil, foi o responsável pela aquisição dos direitos, tradução e adaptação para português da mesma. Organizada cronologicamente, profusamente ilustrada, apresenta de forma didática e acessível, a vida dos judeus, com depoimentos e fotos de pessoas, a ascensão e a propaganda nazi, e a vida nos guetos e nos campos de concentração. Remete ainda para a contemporaneidade apelando para valores como a tolerância, o respeito, a igualdade, a resistência e a resiliência.

Há 15 anos também evocamos a memória do holocausto com a colocação de uma placa e a plantação de uma oliveira no jardim da Escola Carlos Amarante (visível para quem passa na Rua Beato Miguel de Carvalho), com a presença do senhor embaixador de Israel e outras entidades convidadas.
Hoje, com esta atividade, queremos que os alunos do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante continuem a conhecer e a discutir um dos episódios marcantes da história do século XX, o Holocausto.

- Texto com a colaboração da professora bibliotecária da ESCA, Ana Margarida Dias

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