Correio do Minho

Braga, terça-feira

Haverá interesses no vandalismo de ecopontos?

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Ideias

2016-04-27 às 06h00

Pedro Machado

Mais uma vez nos vemos obrigados a abordar a questão do vandalismo de ecopontos.
Já o havia feito há pouco mais de um mês, quando em menos de uma semana foram incendiados oito ecopontos.
Daí para cá já arderam mais alguns. LAMENTÁVEL!

Em nome da Braval transmito-vos toda a minha indignação e revolta que estes atos nos provocam
Sinceramente, não consigo compreender qual a satisfação que estes actos de vandalismo podem provocar num ser humano. Alguns casos são ecopontos que já haviam sofrido vandalismo e, pouco após serem repostos, voltam a ser incendiados!
Pergunto-me qual o motivo para isto acontecer? Deve haver interesses. Mas de quem? Será pelo simples prazer de destruir? Será que é o fenómeno NIMBY (Not in My Backyard), ou seja, alguém que não quer o ecoponto perto de sua casa?

Interesses de quem compra os ecopontos? Mas porque seria? O número de ecopontos por habitante ainda está aquém dos objetivos definidos no PERSU2020 (Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos) e ter-se-ão de colocar mais ecopontos para servir o maior número de habitantes, ou seja, não faz sentido comprar para recolocar uma vez que para cumprir as metas terão de ser adquiridos mais ecopontos.

Será de quem vende? Quer para colocar, quer para recolocar as aquisições terão de ser feitas através de concursos públicos, portanto, a venda de mais equipamentos não está garantida. E de qualquer forma são incendiados ecopontos de diferentes fornecedores.
Será que poderá ser originado por quem tem interesses na reciclagem, de prejudicar a actividade da Braval nesse campo?

Enfim, muitas questões se podem colocar para tentar arranjar uma explicação para estes atos de inqualificável vandalismo, sem que as respostas seja claras.

A realidade é que os ecopontos são destruídos e sendo equipamentos públicos, para serviço a toda a comunidade, a sua destruição não beneficia ninguém, antes pelo contrário, prejudica todos, quer pela duração da reposição das condições antes da destruição (em que as populações ficam impedidas de usar este equipamento), quer pelos custos de reposição, que invariavelmente serão reflectidos nas taxas de resíduos e nos penalizarão a todos.

Um dos factores que aponta um país como desenvolvido é o civismo dos seus habitantes. Senão vejamos: os países mais desenvolvidos e com melhor qualidade de vida são os países nórdicos. Nesses países assiste-se a um grande civismo da população, a um cumprimento das regras instituídas como sendo o comportamento normal.
O que será preciso acontecer para que se verifiquem estas atitudes em Portugal? Como poderemos querer um Portugal mais desenvolvido se continuamos a assistir a situações incríveis de falta de civismo e respeito pelo outro?

Naturalmente que a Braval tem efectuado as devidas participações às autoridades competentes mas é fundamental apelar à co-responsabilização dos cidadãos, como exercício da sua cidadania. É necessário que, se alguém tiver a mínima certeza de quem são os autores destes crimes, que os denunciem às autoridades. Só assim conseguiremos travar este flagelo de destruição destes bens de todos nós.
Ajude-nos, ajudando-se!!

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias

25 Setembro 2018

Traição, dizem eles!

25 Setembro 2018

As receitas do IVA

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.