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Há razões para acreditar, há razões para confiar

Um caos ou um caso de sucesso

Há razões para acreditar, há razões para confiar

Ideias

2021-12-23 às 06h00

Isabel Estrada Carvalhais Isabel Estrada Carvalhais

O tempo de Natal e a espectativa de um novo ano podem ser vividos com estados de alma muito diferentes. A alegria, o aconchego e a esperança de uns, não raras vezes contrastam com a tristeza, a solidão e a desesperança de outros. Não é fácil para quem sofre, ouvir falar em esperança e em confiança. É como se a esperança pertencesse apenas aos outros, aos que moram na porta ao lado, que têm saúde, que têm emprego, que podem pagar as contas, que podem fazer planos. É como se a confiança fosse um compromisso utópico com um futuro incerto. Para todos e todas que pensam ser assim a sua vida, compreendo também que possa parecer sem sentido falar em percentagens de crescimento económico, ou em taxas de emprego. Mas faz sentido! Faz todo o sentido. Porque esses números são muito mais do que simples números: são a tradução do impacto concreto que opções e decisões políticas concretas tiveram e têm sobre a vida de empresas e de pessoas concretas. Dito de outro modo, os números falam do passado recente para nos dizerem se as opções de governação entretanto feitas, abriram ou não um caminho de esperança, um caminho de confiança no futuro para todos e para todas, incluindo os mais desesperançados, sobretudo para os mais desesperançados. Assim, sendo, o que nos dizem então os números?
Dizem-nos, por exemplo, que a taxa de desemprego em Portugal é hoje de 6,4%, bem menos do que os 18% de 2013. Dizem-nos que o nível de emprego é aliás não apenas superior ao período anterior à pandemia, como já atingiu o valor mais elevado dos últimos 12 anos.
Dizem-nos que o salário mínimo nacional, estando ainda longe do que seria por certo desejável, subiu 40% desde 2015, e que esse facto não pode ser nem negado nem desvalorizado.
Dizem-nos que Portugal foi o terceiro país que mais cresceu no terceiro trimestre de 2021, o que significa que mesmo em contexto de pandemia, a nossa economia não parou, porque pudemos contar com medidas extraordinárias de proteção económica e de apoio às famílias que permitiram proteger os rendimentos de muitos agregados familiares, ao mesmo tempo que se mantinha a confiança das empresas e dos investidores.
Dizem-nos que no combate à pandemia, estamos entre os países europeus e do mundo com uma das maiores taxas de vacinação.
Os números falam-nos do passado recente de governação pelo partido socialista, e dizem-nos, de forma clara e inequívoca, que sim, é possível confiar no futuro, porque o histórico das opções políticas e das medidas aplicadas revela que estamos no caminho certo. Um caminho que demonstra ser possível conseguir crescimento económico e consolidar a nossa credibilidade internacional, e ao mesmo tempo governar para as pessoas.
Deplorável mesmo é ver como quem nada fez ou nada faz para ajudar as famílias e contrariar a exclusão social, venha negar o direito à esperança e venha contestar as razões para confiar no futuro, apresentando como alternativas velhas retóricas de austeridade e de desinvestimento nas políticas sociais, ou pseudo-liberalismos económicos à pendura do Estado.
Este não é tempo nem de experimentalismos, nem de retrocessos.
É tempo de avançar. É tempo de confiar no futuro!

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