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Braga, sábado

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Gravidez em tempo COVID-19

Cansaço psicológico

Gravidez em tempo COVID-19

Voz à Saúde

2020-05-12 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

Atualmente, assistimos a uma constante reorganização dos recursos humanos e materiais na prestação de cuidados de saúde. O Serviço Nacional de Saúde tem procurado dar resposta a todas as áreas da saúde, não esquecendo um dos principais grupos vulneráveis: as grávidas. São muitas as dúvidas, maior ainda a ansiedade e o receio e, por vezes, a falta de informação leva a que seja perdido o seu correto acompanhamento. Saiba que em tempo de pandemia se mantém toda a indicação para a realização das vigilâncias clínicas através das análises e ecografias essenciais, pelo menos, em cada trimestre da gestação, bem como, a indicação de vacinação, por exemplo, face à tosse convulsa. Desta forma, é importante que não falhe as consultas no seu Médico Assistente e siga todas as suas indicações. De forma presencial ou através de teleconsulta, todas as grávidas mantêm o direito ao acompanhamento regular, crucial para o normal desenvolvimento do bebé.

Importa salientar que, as grávidas devem ter os cuidados de prevenção, investigação e diagnóstico semelhantes aos da restante população portuguesa. Assim, se não apresentar sintomas ou apenas tiver queixas ligeiras, mesmo que infetada com COVID-19 a grávida deverá manter a vigilância no isolamento do próprio domicílio. Se apresentar maior gravidade no quadro terá indicação para internamento, de forma igualmente isolada, de acordo com os critérios clínicos, infeciosos ou obstétricos que apresentar.
Os sintomas da infeção COVID na grávida são semelhantes aos dos restantes adultos correspondendo, frequentemente, a um quadro de tosse, febre, falta de ar, dores de cabeça ou do corpo, diarreia, perda do olfato ou paladar. Ou seja, a maioria destas mulheres desenvolverá um quadro semelhante a uma síndroma gripal ligeira a moderada, pelo que deverá estar alerta ao aparecimento destes sintomas e comunicar (de forma não presencial) ao seu Médico Assistente, Obstetra ou até através da Linha de Saúde 24.

O teste do novo Coronavírus será feito a todas as mulheres grávidas com sintomas sugestivos da doença ou que tenham tido contacto com alguém que se apresente como um caso suspeito ou confirmado.
E o que muda na altura do parto se a grávida estiver mesmo infetada? Este será realizado numa sala isolada e com o menor número de intervenientes, pelo que, em todo o processo a presença de acompanhantes da grávida não é recomendada; Se apresentar dificuldades respiratórias graves, com possibilidade de complicações para a própria ou o bebé poderá haver necessidade de se optar por parto por cesariana; Após o nascimento, desaconselhar-se-á o contacto pele a pele entre a mãe e o recém-nascido; O bebé será submetido ao teste COVID-19 para adaptar a necessidade de cuidados; Não há, atualmente, evidência que ocorra passagem do vírus através do leite materno, pelo que o risco de contágio reside no contacto próximo entre a mãe e o recém-nascido e a forma de atuação depende da avaliação médica caso a caso.

No nosso país são vários os Hospitais cujo Serviço de Obstetrícia disponibilizou uma linha de apoio clínica, formada por profissionais médicos, destinada ao esclarecimento de dúvidas relacionadas com assuntos médicos no decorrer da gravidez. Como exemplo, no Hospital de Braga é possível solicitar essa ajuda, diariamente das 8-20 horas, através do número 927773878.
Saiba que existe um subsídio de risco específico para as grávidas nesta altura, cujo requerimento tem que ser feito pela própria através da Segurança Social.

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