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Gratidão ao tecido empresarial

Cansaço psicológico

Gratidão ao tecido empresarial

Ideias

2020-05-21 às 06h00

Augusto Lima Augusto Lima

Chegou a hora de agradecer ao tecido empresarial famalicense. É tempo de promover, evidenciar e valorizar as empresas que estão a reinventar-se e a reorientar os seus negócios no sentido da reconstrução da economia.
São empresas que apesar das dificuldades não se resignam nem viram a cara à luta. Mesmo sabendo que o que é anunciado, na maior parte das vezes, não se concretiza; mesmo sabendo que as medidas, por um motivo ou outro, não se aplicam; mesmo sabendo que o dinheiro quando chega é tarde e não é dado; mesmo sabendo que o sucesso requer perseverança e muito trabalho, mesmo sabendo que correm muitos riscos, e a vários níveis, são empresas que não desistem. São empresas que não param.

De facto, são empresas que concebem, produzem e vendem. Em muitos casos, trabalham para outros. Outros esses que, por vezes, não tomam iniciativa, não fazem e criticam quem faz, limitando-se a lamentar e a esperar que alguém resolva o problema deles e ignorando o dia-a-dia de quem transpira muito para assumir as responsabilidades próprias e de terceiros.
Felizmente, vivemos num concelho e numa região que nos momentos mais complexos e exigentes sempre conseguiu ultrapassar os obstáculos mais difíceis, mesmo quando os arautos da desgraça anunciaram a nossa morte. Foi assim na crise do Vale do Ave na década de 90, na abertura dos mercados aos países asiáticos em 2005 e com a chegada da Troika em 2011.

Felizmente, vivemos num concelho e numa região pejado de empresas onde os seus empresários são líderes e não chefes, são proativos e não reativos, procuram soluções e não problemas. Podem, em alguns casos, não ser os mais letrados, mas são muito conhecedores do que fazem, do que querem e das suas responsabilidades e compromissos.
Felizmente, vivemos num concelho e numa região em que as suas empresas são constituídas por trabalhadores motivados, empenhados e orgulhosos. Fazem parte do todo, na maior parte dos casos. Não há separação entre “nós” e “eles”. Os desafios, as oportunidades e as ameaças são encarados da mesma forma e, em geral, são trabalhadores que estão dispostos a dar tudo pela sua empresa com sentimento de missão e realização pessoal.

A mudança veio para ficar. Ainda com muitas incertezas em relação ao futuro, provavelmente menos do que há um mês, e tendo em conta estes primeiros sinais de resposta, apesar das muitas dificuldades e dos muitos desafios, as empresas da região e de Famalicão vão, uma vez mais, ser cruciais na recuperação económica e social do nosso país.
Esperemos apenas que os méritos e os dividendos não sejam para os mesmos. É hora de agradecer e retribuir a quem realmente merece. Da nossa parte não há dúvidas: a gratidão é mais do que devida e tudo faremos para que seja merecidamente reconhecida.

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