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Genuinidade

Escreve quem sabe

2020-11-08 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Indiscutivelmente não vivemos sem estarmos em contacto com pessoas. Estar em contacto, ou relacionarmo-nos com pessoas, permite-nos a integridade da nossa saúde mental.
Esperamos quase sempre, ser-mos socialmente aceites. As amizades, por exemplo, são nada mais, nada menos que vínculos sociais que se expressam na materialização de respostas emocionais e de afeto que procuramos em outras pessoas, com as quais interagimos: a compreensão, a lealdade, a sinceridade, o apoio, a solidariedade entre outros aspetos. Na verdade, raros são os vínculos sociais que se pautam assim, embora hajam de facto exceções. Alguns vínculos tornam-se verdadeiros “pesadelos”, como se tratasse de um jogo de “tração da corda” em que um lado acabava por ser o vencedor e não ambas as partes, como seria suposto. O medo de perder vínculos sociais, faz com que as pessoas optem, em algumas vezes, por ter posturas mais submissas onde negligenciam as suas próprias emoções, para manter um relacionamento que não é saudável. A pessoa, em questão, acaba por, entrar num jogo em que, “finge que não vê”, “não ouve”, e por conseguinte, “ não se fala”.
Basicamente, é muito mais confortável ouvir uma mentira do que uma verdade.
Quantas vezes, para se manterem os vínculos sociais, opta-se por se dizer o que na verdade não se pensa?! Somos frequentemente, atores sociais, onde se interpreta várias personagens de acordo com o contexto onde se está inserido no momento. Uma espécie de efeito “ camaleão”. Por exemplo, diante de uma posição mais vulnerável (onde há algo que é importante, a perder) há a tendência para se ter uma atitude mais submissa ou de indiferença, uma aparente insensibilidade perante determinada situação, em que não se dá opinião e não se interfere, prefere dar-se com todos e não ter problemas com ninguém. Há também aqueles de certa forma desacreditados/as, que numa primeira analise são tidos como pouco acessíveis, pouco sociáveis e não primam pela simpatia. Apesar de pouco faladores são por norma os mais honestos e leais, apenas utilizam este tipo de comportamentos interpessoais por defesa. Há quem opte por interpretar uma personagem do “sempre feliz” ou o “sempre bem-disposto” mas no fundo estas pessoas são marcadas pela solidão. Negam os factos e a tristeza é um sentimento que não admitem.
Mas quais as consequências de se mostrar aquilo que na verdade não se é?
Muitas, nomeadamente a nível emocional.
Alguns traços, como por exemplo, o “mostrar-se sempre feliz”, pode trazer consequências em termos de desgaste emocional ao longo do tempo, no sentido de contrariar aquilo que intimamente sente e do que “só pode mostrar” , a necessidade de estar sempre bem.
Estas situações acabam por dominar, com o tempo, a personalidade. E rodeados de pessoas, mesmo assim a própria pessoa sente solidão. Porque o foco maior é ser amado e apreciado pelos outros.
Mas ninguém consegue agradar tudo e todos a cem por cento. Mais do que querer agradar e fazer as vontades a terceiros agrade-se a si. Não tem de manter vínculos sociais por conveniência, para não ficar sozinho, se rodeado das pessoas que pretende agradar, se sente como tal. Não se sujeite. Não se perca, na “pouca luz” e verdade de outras pessoas que não vibram na mesma energia que a sua, o caminho do bem. Não precisa disso.
Você vale por si. Viva e mostre a sua verdadeira personalidade, aquilo que é, sem procura benefícios, sem juízos, sem reservas de mostrar quando esta feliz ou triste.
Esse é o segredo de conquistar as pessoas. Genuinidade e autenticidade. Quem não o aceitar como tal, não é merecedor da sua essência. A vida é uma passagem muito rápida, que ao não se viver de forma feliz e sensata, faz-nos arrepender cada segundo.

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