Correio do Minho

Braga, sexta-feira

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Galeria de bracarenses ilustres

Como vai ser a proteção do consumidor europeu nos próximos anos

Ideias

2016-09-18 às 06h00

Joaquim da Silva Gomes Joaquim da Silva Gomes

Nos últimos anos o número de turistas que visitam o nosso país cresceu de forma sustentada e facilmente comprovada nas ruas e monumentos de Portugal.
Este aumento turístico no país deve-se a três razões muito claras:
- Os conflitos armados que existem em algumas regiões do mundo, associados a incertezas resultantes de atentados terroristas que ocorrerem em cidades europeias de grande atração turística;
- A tranquilidade e a segurança que o nosso país oferece, associada à beleza paisagística e à riqueza da nossa história e do nosso património;
- A diminuição do preço que algumas companhias aéreas resolveram fazer, às quais se juntou, desde há dias, a TAP com programas de redução de preços para vários destinos da Europa.
Os agentes económicos e turísticos dos Açores, da Madeira, do Algarve, de Lisboa ou do Porto têm afirmado várias vezes que o número de turistas tem aumentado claramente nestes locais e as razões, atrás elencadas, estão na origem desse aumento.
Apesar de Braga não ter um aeroporto é, no entanto, servida pelo aeroporto Francisco Sá Carneiro, que se situa relativamente perto e com transportes modernos, permanentes e baratos.
São muitas as razões para que os turistas, quer nacionais quer internacionais, visitem Braga e esta região, fruto da beleza da paisagem que a circunda e ainda da riqueza do seu património. Sabemos, também, que aumentam os turistas que pretendem conhecer mais e melhor a região que visitam. A preocupação com um turismo de cultura e de qualidade é característica de muitos destes turistas. Neste contexto, um dos espaços que mais complementaria a informação a turistas seria a existência de um local onde estivessem identificados e retratados bracarenses que se destacaram a nível nacional e internacional em diferentes áreas e que contribuíram para o progresso económico, social e cultural da sociedade e das gerações das quais faziam parte.
Uma ‘Galeria de Bracarenses Ilustres’, onde os visitantes pudessem testemunhar, através de fotografias dessas personalidades, de pequenas biografias ou alguns objetos pessoais, o contributo deixado por estes à cidade e ao país enriqueceria, garantidamente, a informação a todos os que visitassem esta região.
Em Braga não faltam bracarenses que se destacaram e que merecem, sem dúvida, integrar uma “Galeria de Bracarenses Ilustres”. Refiro-me, nomeadamente, a Alberto Pinheiro Torres (e outros elementos desta notável família); André Soares; António Oliveira Braga; António Santos da Cunha; Carlos Amarante; Domingos Braga da Cruz (e outros elementos desta notável família); Domingos Leite Pereira; Elísio de Moura; Francisco Salgado Zenha; Francisco Sanches; João Penha; Manuel Monteiro; Maria Ondina Braga; Paulo Orósio; os irmãos Roby; Sebastião Alba; Sérgio da Silva Pinto ou Tomaz Figueiredo. Para além destes, muitos outros poderiam ser destacados nesta “Galeria de Bracarenses Ilustres”.
Não faltam espaços em Braga e em pleno centro histórico para criar esta “Galeria de Bracarenses Ilustres”: uma parte da Torre de Menagem, do edifício do Castelo, ou do Cinema S. Geraldo são apenas alguns exemplos. A própria Casa das Convertidas poderia tornar-se num espaço adequado e com grande simbolismo histórico e sociológico, se albergasse esta “Galeria de Bracarenses Ilustres”.
Para divulgar Braga e esta região, seria ainda útil que as entidades locais conjugassem esforços no sentido de convidar jornalistas (ou representantes) dos principais meios de comunicação nacionais e internacionais, alojando-os gratuitamente em Braga durante uns dias, com o objetivo destes publicarem reportagens sobre Braga nos seus órgãos de comunicação social. Imaginemos então o impacto turístico que teria a publicação de reportagens sobre Braga em jornais ou televisões de Espanha, França, Itália, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Alemanha, Holanda, EUA, Rússia, Japão ou China!
A riqueza de uma sociedade advém das suas pessoas. Sem estas, não existe sociedade, não existe património, não existe nação.
A importância da divulgação de personalidades de uma determinada localidade, ou região, deveria ser uma preocupação dos municípios portugueses, pois desta forma divulgam, também, o que de melhor existe nas suas terras: as pessoas.

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