Correio do Minho

Braga, sábado

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Gabirus, badamecos e galifões

Cobrança de comissões bancárias – Lei impõe limites

Ideias

2016-05-27 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Toda uma corja de “simpáticas” figuras onde tem vindo a vingar a esperteza, a trapaceirice e cujo ar velhaco, atrevido e finório nem sequer conseguem disfarçar. São as figuras do nosso descontentamento e da preocupação de todos quantos pensam na vida e no futuro de seus filhos face a um Amanhã que assusta, dado não se partilhar do “otimismo crónico e às vezes ligeiramente irritante” que publicamente se quiz fazer passar e e se tomou como uma frase profunda, significativa e inteligente.

Umas “simpáticas” figuras ou “figurões” em quem os nossos estimados leitores, de rápida percepção, inteligência fina e de perspicácia aguda não deixarão logo de pensar, identificando-os, até porque nos últimos tempos vêm integrando, formatando e condicionando a própria vida deste país. Uma “gentalha”, ou coisa parecida, que se vem cevando à custa do povo, que bajula quando interessa e de todo convém, sendo que nem nos atrevemos a enunciar os seus nomes, e muitos são, face ao risco de pecar por defeito e “ofender” até os não nomeados.

E com razão, diga-se, já que todas aquelas “figurinhas” de gente hoje dita respeitável não eram nada nem ninguém na vida, não eram conhecidas e muito menos respeitadas, e agora se sentem vivas e importantes a lambusar-se em democracia e “mergulhadas” em funções, cargos e lugares “pichados” com tal colorido. Gentinha que, não obstante os muitos “ditos”, “acusações”, “dúbias atitudes” e “suspeitas”, continua a andar em frente, sempre “cantando e rindo” e “levando” os outros, sim!... Como resultava de certa “música” da mocidade portuguesa de antanho ainda que a de hoje, embora mantendo aquilo do “levados ... levados sim!”, só seja diferente devido aos instrumentistas, e a alguns acordes pela sua sonoridade e timbre.

Sem especiais habilitações que os distingam, qualidades que os projectem, arte que se lhes reconheça ou virtudes que se anotem, vêm sempre fazendo pela vida, sorrindo à esquerda e à direita como lhes convém ou exige o momento, borboleteando, palrando e parlapateando de acordo com as ocasiões, mas esquecendo as realidades, já que esta “gente” está tão só preocupada com a manutenção de um lugar, de um estatuto, de certas benesses e de alcançar o poder.

É “aquela gentinha” ou conjunto de “moleques” de que todos falam, que todos conhecem e que nos entra em casa pela televisão “às cavalitas” de um beijo de conveniência, de uma selfie a preceito e de um discurso de “encher o olho”, e que, diga-se, vem “parasitando” em órgãos e em arenas que nada dizem ao povo trabalhador que sofre e paga os impostos. E também em comícios, manifestações, marchas lentas e outras movimentações, e ainda participando em inaugurações, procissões, eventos, etc., com alguns, diga-se, já se queixando de não haver um sindicato para defesa dos “sindicalistas” e gente afim. E têm razão, admita-se, pois devia haver algo que zelasse pelos “interesses” destes “trabalhadores” e outros iguais que desde há muito não fazem nem sabem fazer mais nada senão “sindicalizar”, “vociferar”, dizer “patacoadas” e “enganar” o povo, como um tal de bigodes que dizem ser o verdadeiro ministro da Educação, uma Avaiola, um Arménio, etc..

Isto, diz-se, é a democracia, a liberdade, a política, mas impressiona saber-se que em Espanha o país se mantém e se “governa” sem governo há largos meses, e, pelo que consta, sem acréscimos nas despesas públicas ou grave prejuízo para a sua economia, autonomia e desenvolvimento ao contrário do que ocorre noutros em que, com governo, as despesas públicas se avolumam, os “tachos” aumentam e se alteram conforme as “necessidades” do partido, as “clientelas” e os interesses dos “amigos” e “confrades” no poder. Escreve-se no CM (9.5.16) que os “boys custam por mês 2,5 milhões de euros”, dando-se nota de que se “no portal do Executivo estão apenas 823 nomeações para gabinetes” no “«Diário da República» foram publicadas 1011 contratações”, que “ manter o gabinete do primeiro-ministro ronda os 218 mil euros por mês” e que “desde que tomou posse o Governo nomeou 273 dirigentes em regime de substitução”.

Mas isso de “gabirus”, “badamecos”, “galifões” e de outra “gentalha” na política e no poder já se nos configura como praga universal, uma verdadeira pandemia sem solução à vista, pois multiplicam-se por todo o lado os casos e suspeitas de corrupção, peculatos, enriquecimentos ilícitos, subornos, falcatruas, etc., etc., aliás como uma “moléstia” inata, incontornável e contagiosa, pois casos similares se verificam por todo o mundo sob o “manto diáfono“ de democracia, direitos e liberdades.

E, note-se, com peripécias insólitas como a de se convidar para eventos “um ex-primeiro-ministro arguido por crime de corrupção“ (...), sublinhando-se que, sem respeito pela inteligência do povo e seu sistema de justiça, “um antigo governante suspeito de apropriação de muitos milhões foi alvo de uma tentativa de reabilitação ao participar numa cerimónia com o actual primeiro ministro”, num impensável “sinal de brasileirização da política portuguesa”, como escreve A.E.Pereira, no citado CM.

Uma “brasileiração da política” porquanto no Brasil a Dilma e o Lula, “embrulhados” em suspeitas e acusações, preocupam-se sobretudo em ir a eleições para evitar a destituição que acabou por ocorrer, a saída do poder e até a falência de um partido, enquanto o Senado, a Câmara dos deputados e o Supremo Tribunal Federal andam às aranhas, torcendo-se em piruetas e acções caricatas pois as suspeitas de corrupção e ligação à Petrobras e ao processo Lava Jacto se alargaram a outros figurantes e políticos.

Uma “doença”, a da corrupção, diga-se, que se vem espalhando no mundo por tudo quanto é governação e política, já que na Argentina a ex-presidente Cristina Kirch estará novamente sob investigação da justiça “por suspeita de enriquecimento ilícito, fraude e branqueamento” (CM 4.5.16) e na Venezuela o Maduro “acusa a oposição de golpe de Estado e recusa sair”, com a oposição pugnando por um referendo e ele ameaçando com “um estado de emergência”.

Entretanto por cá, como já foi dito, “a geringonça vai funcionando” com a esquerda feliz e ufana por estar no governo, fazendo-nos lembrar aquelas “tias” feiosas e de “bigode”da aldeia que eram “salvas” pelo aparecimento de um “brasileiro com patacas” que se valiam delas para “aquecer os pés”, satisfazer sua “vaidade”, ganhar “importância” e “estatuto” na terra, e até calar algumas vozes e incómodas “suspeitas”. Com tais “tias”, nas estórias da aldeia, passando a ser “pessoas”, “figuras” importantes e faladas.

Mas a realidade é que tudo isto incomoda, perturba e preocupa já que se vem “mentindo” recorrentemente, enquanto a dívida pública no mês de Março aumentou 1,26 milhões de euros por dia, o presidente vai ao ténis, salta até Roma e pula para Moçambique, intervalando uns beijos por aqui, umas selfies por ali, “borboleteando” palavras e abordando com muita ligeireza certos temas, como “desvalorizar” a perturbação e os alertas de Bruxelas quanto às perspectivas de evolução do défice português e “avançar” até com um elogio aos números dizendo que «se for 2,7% é uma boa notícia.

É um valor como não me lembro há muitos anos em Portugal» (CM 4.5.16). Mas isto de números e de classificações sempre foi com ele..., e até a Catarininha diz que “nas projecções da Comissão Europeia há muita chantagem”, o que é possível, mas o que realmente nos perturba e preocupa é ter ela dito um “queremos que os animais que têm consciência de si tenham protecção jurídica”. Mas quais animais? Todos? Pelo que vemos, ouvimos e lemos, muitos dos ditos racionais não têm tido consciência de si nem do que dizem e fazem, pelo que não podem “exigir” qualquer protecção jurídica, estatuto privilegiado e devem até ser “banidos” da governação, do poder e mesmo da política. E sobretudo proibidos de fazer leis!...

A Cristas quer a separação absoluta de bens como regime geral nos casamentos, o que deve perturbar e preocupar o Costa face à “riqueza” e “bens” de que já se “aboletou” e ainda pode “abarbatar” do seu “casamento” insólito com a Catarina e o Jerónimo. Mas isto é a vida!... Apesar do Centeno, “a geringonça” para já funciona mas não se vê como “dar a volta” à grave situação dum país que já não vai em folclores, nem com as presenças do presidente nas procissões de Nossa Senhora da Saúde e do Senhor dos Passos da Graça, em Lisboa, ou do Costa na do Senhor Santo Cristo, nos Açores. Aliás dificilmente a fé e o agnosticismo se “casam” entre si e com uma qualquer política de “truques” e mentiras.

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