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Federação Americana de Luso-Descendentes: uma instituição ao serviço da comunidade luso-venezuelana

O dente do javali

Federação Americana de Luso-Descendentes: uma instituição ao serviço da comunidade luso-venezuelana

Escreve quem sabe

2022-06-26 às 06h00

Daniel Bastos Daniel Bastos

Nos últimos anos, a comunidade portuguesa na Venezuela, segunda maior comunidade lu-sa na América Latina, a seguir ao Brasil, constituída por meio milhão de portugueses e lusodescendentes, vive afetada por duras condições socioeconómicas.
Muitas das conhecidas situações de compatriotas que já não conseguem satisfazer as necessidades mais básicas, e cujas vivas são ritmadas pela angústia do presente e a incerteza do futuro, têm sido mitigadas pelo movimento associativo luso-venezuelano, a quem se deve em grande medida, por exemplo, a fundação e apoio a lares geriátricos, assim como a prestação de cuidados de saúde a vários compatriotas.
No seio do movimento associativo luso-venezuelano, destaca-se há duas décadas o papel ativo da Federação Americana de Luso-Descendentes.
Uma instituição sem fins lucrativos, criada em novembro de 2010, que tem como principal missão preservar e difundir a cultura e língua portuguesa, e entrelaçar as relações de amizade entre Portugal e a Venezuela através dos valores da união e solidariedade.

Anda na última quadra natalícia, a Federação Americana de Luso-Descendentes, presidida pelo luso-venezuelano Jany Augusto Moreira, foi a responsável pela entrega e operacionalização da oferta de 200 cabazes por parte da Fundação Nova Era Jean Pina.
Um apoio protocolado com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e que permitiu melhorar o Natal de compatriotas que vivem com graves dificuldades na Venezuela.

Foi neste contexto, que no passado dia 14 de junho, a Federação Americana de Luso-Descendentes, em conjunto com o Observatório dos Luso-Descendentes, promoveu no Auditório António de Almeida Santos – Assembleia da República, uma cerimónia que distinguiu um conjunto de personalidades que têm norteado a sua intervenção cívica, política e profissional em prol da diáspora, em geral, e da comunidade portuguesa na Venezuela, em particular.
Entre os distinguidos pela instituição luso-venezuelana com a Ordem D. Afonso Henriques – Grau Ouro, encontram-se o antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, atualmente à frente do Ministério da Administração Interna; a atual deputada e antiga Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes; o empresário benemérito luso-francês, João Pina; e a jornalista da RDP/Internacional, Paula Machado.
No decurso da cerimónia, que contou com a presença de Lucas Enrique Rincón Romero, embaixador da República Bolivariana da Venezuela em Portugal, a máxima de Franz Kafka, um dos escritores mais influentes do século XX, foi uma tónica comum a todos os intervenientes: “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.?

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