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Voz às Escolas

2022-06-27 às 06h00

João Andrade João Andrade

Na educação, e a nível do respetivo governo, no País, vivemos perante um quadro inusitado: se, por um lado, podemos dizer que estamos perante um quadro de continuidade – o poder pertence ao mesmo partido e o atual Ministro da Educação foi o anterior secretário de estado da educação dois governos prévios – eventualmente a sua ascensão ao cargo máximo no setor, a posse da maioria absoluta e o dramatismo da inexistência de interessados na profissão docente - fazem esperar, particularmente ao nível da administração educativa, significativas novidades.
Muito positivamente, acredito que teremos a vontade da primazia do ato educativo sobre os da administração educativa. Temo, no entanto, que quer a falta de recursos financeiros quer o eventual desespero pela crescente falta de docentes conduzam a medidas que prejudiquem seriamente esse primado desejável do ato educativo.

Só esse desespero permite compreender a urgência em legislar e operacionalizar – contra tudo e todos, na Educação – nova legislação sobre mobilidade por doença, quebrando, a meio de um ciclo plurianual, diversos projetos e programas educativos de sucesso das escolas e a continuidade de docentes nas turmas.
Entendemos que a revisão – consensualmente, por todos, necessária – da legislação relativa à mobilidade por doença carecia de outro tempo e rigor de reflexão, assim como do necessário espaço para ajuste das instituições.
É com expectativa que se aguardam as propostas da Tutela relativas aos próximos calendários escolares, bem como da organização do ano letivo. Interdependente da possível qualidade das mesmas (relativamente ao calendário escolar, as mais recentes notícias, permitem-nos positivo augúrio), o atraso na divulgação das mesmas – o ano letivo está quase a acabar – retira qualquer hipótese de reflexão e debate construtivos, criando, mais uma vez, um contexto impositivo – independentemente do eventual mérito das medidas -, infelizmente tão característico da governação em maioria.

Custa-nos, particularmente, este contexto de perturbação das comunidades escolares, porque mesmas acabaram, com significativo sucesso, de responder ao desfio – brutal e inesperado - da Pandemia.
Só a extrema entrega de todos os agentes permitiu essa superação e a construção de um ano letivo que, na sua fase final, conseguiu assumir uma operacionalização quase pré-pandémica. Foi sob a égide dessa quase normalidade que se organizaram o final do ano letivo, as provas de aferição e os exames nacionais.
Foi assim que superiormente o Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio respondeu ao desafio colocado pelo Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE), de realização das provas de aferição do ensino básico em formato digital. Nos dias das diversas provas, todos os alunos dos 5.º e 8.º anos, bem como uma turma selecionada do 2.º ano do primeiro ciclo, trouxeram os respetivos computadores e realizaram, com assinalável serenidade, as mesmas. Direção, professores, funcionários, alunos e encarregados de educação, souberam organizar-se – mais uma vez, face a um desafio súbito e inesperado - respondendo, com excelência, ao mesmo.

A mesma excelência que os docentes colocam, todos os dias, na preparação e organização das suas aulas e na preparação dos seus alunos, por exemplo, para o sucesso nos exames nacionais. A mesma excelência que fez com que, ao longo deste ano, diversos prémios e menções fossem atribuídos a docentes e alunos do agrupamento em diversas áreas, bem como a excelência e orgulho com que as equipas da UAARE acompanham seus quase 75 alunos atletas de alta competição, que representam, com sucesso, o País internacionalmente nas mais diversas áreas.
Excelência colocada, também, na sua função, pelas técnicas superiores do agrupamento – psicólogas, técnica de apoio social e terapeuta da fala -, respondendo e sinalizando situações de emergência, acompanhando famílias, corrigindo erros de encaminhamento ou dotando os alunos e famílias de ferramentas básicas para o sucesso.

Também só a excelência e superação do pessoal não docente, num ano tão perturbado pela constante falta de elementos, devido aos isolamentos por COVID-19, permitiu manter imprescindível base de higiene e segurança nos diversos estabelecimentos do agrupamento.
A toda esta vasta comunidade de alunos, profissionais e pais, o nosso agradecimento por mais um ano de extrema entrega e esforço! E a esperança que o próximo ano, finalmente, seja um mais normal e sem sobressaltos. De sucesso, será de certeza!

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