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Eu voto, ele vota, nós votamos, e tu?

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Eu voto, ele vota, nós votamos, e tu?

Escreve quem sabe

2019-04-30 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

Nos dias de hoje expressar publicamente uma opinião ou o acto de votar são direitos dados como adquiridos por toda a população. No entanto, nem sempre foi assim.
Se recuarmos meio século, vemos uma sociedade oprimida, regida por uma ditadura que decide a quem deve dar poder, que define quem pode pensar, mas acima de tudo que proíbe o direito à identidade a todos os cidadãos. Desde pequenos todos eram treinados para pensar da mesma forma, principalmente a mulher, que deveria ser submissa, que não tinha o direito a opinião e era tomada como ignorante.
Se hoje não é assim, tudo se deve à conhecida Revolução dos Cravos, que comemorou os seus 45 anos no passado dia 25 de Abril. Um dia em que Portugal se encheu de coragem e, através dos seus militares, abriu os seus pulmões para gritar LIBERDADE!
No entanto, apesar do ano marcante de 1974, tudo levou o seu tempo a mudar e a tornar-se na realidade que hoje conhecemos. Por esse motivo é fundamental passar aos jovens de hoje a real importância de termos tido uma revolução, que nos abriu portas e nos trouxe direitos que hoje nos parecem fundamentais.
O 25 de Abril é comemorado diariamente por cada um de nós. Cada vez que expressamos publicamente as nossas opiniões, cada vez que fazemos uma escolha nossa, qualquer que seja, estamos a comemorar a revolução dos cravos e a honra-la com o maior direito que ela nos podia dar, o direito a uma identidade individual.
Votar foi também um direito pelo qual cidadãos tiveram de lutar, sobretudo as mulheres! O direito ao voto significa uma escolha, significa uma atribuição de opinião individual, dá-nos consideração e valor, mas, acima de tudo, votar dá-nos o direito a uma participação direta na escolha de dirigentes ou representantes. Hoje em dia, são imensas as decisões que são tomadas recorrendo ao voto, principalmente a nível político.
Sendo VOTAR um verbo repleto de significado, não deveríamos nós viver numa sociedade mais participativa? Desde 1974 que as taxas de abstenção têm vindo a aumentar atingindo valores de mais de 50%. Estarão os abstencionistas conscientes do verdadeiro significado da abstenção?
Abster é como ignorar o direito de votar pelo qual tantos lutaram. Somos livres de exercer ou não o direito ao voto, no entanto cada vez que nos dirigimos às urnas somos também livres de qualquer decisão e voto, seja ele, branco, nulo ou partidário.
É essa a decisão que conta no final; é por essa manifestação de voto que todos esperamos para eleger os nossos representantes. Abster é, simplesmente, ignorar uma decisão que deve ser de todos e passa-la para as mãos de outros. Não estamos aqui para defender qualquer partido político, mas sim sensibilizar para a importância do ato de VOTAR.
É fundamental que as forças políticas se juntem para combater a abstenção, sobretudo porque ela se faz sentir mais junto da camada mais jovem, que, por vezes, se vê distanciada da política e acaba por demonstrar o seu desinteresse não exercendo o direito ao voto.
É necessário que as várias forças políticas se unam para consciencializar os jovens para uma política participativa, de todos e para todos, sendo essa sim a verdadeira democracia. Só assim iremos verdadeiramente honrar a revolução e fazer valer a nossa identidade.
Refletir sobre a abstenção é essencial e porque não fazê-lo agora, mesmo antes de entrarmos em mês de eleições europeias? Faça como nós, dirija-se às urnas e faça valer o seu direito.

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