Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Eu subestimo, tu subestimas

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Escreve quem sabe

2016-10-16 às 06h00

Joana Silva

“Eu subestimo, tu subestimas, ele (a) subestima.” Em analogia, tal como uma pilha subestimar, tem um polo positivo e negativo. O primeiro, o positivo, indica “a grande admiração face a alguém ou algo” e o segundo, o negativo narra ou expõe o papel ou lugar de subestimado(a) “o não reconhecimento do seu valor”. Não obstante, é processo comum a muitas pessoas, mas ao mesmo tempo ímpar, isto é, não há realidades iguais. Distinguem-se sim, pela forma de sentir e a resiliência perante situações as quais se vive no trabalho, no relacionamento e no social. Certamente já foi, ou conhece alguém que fora subestimado no sentido negativo. Talvez, no social, por exemplo, quando numa ida para o trabalho, passa por determinada pessoa que casualmente conhece “de vista”, e ao observa-la diariamente pela postura enigmática e de “poucas falas” que a pessoa tem, conclui e generaliza em pensamento automático que se trata de uma pessoa de trato difícil. Num relacionamento familiar, por exemplo, pilar este que deveria ser uma “rampa de lançamento” para objetivos, sucesso e sorrisos, revela-se, por vezes, num “trava” sonhos “Tu não és capaz. É muita areia para o teu camião.”; “Coitado(a) de ti, contenta-te com o que tens, isso já é suficiente para ti.”. No emprego, contexto o qual se dedica grande parte do dia, as ilações negativas podem deixar marcas emocionais. Pode parecer surreal, mas a forma de estar, de ser e até a própria aparência são tidos erradamente, por vezes, como fatores de inteligência. Não é à toa que na maioria das vezes, aqueles(as) que são vistos como “pouco inteligentes ou pouco profissionais” pela forma humilde como se relacionam com os colegas de trabalho ou pela forma simples e informal como se apresentam na sua indumentária (vestuário), conseguem surpreender, quando discursam brilhantemente sobre determinado tema ou outros assuntos, ou são mais prestativos e tem um desempenho profissional elevado. A chave do sucesso é justamente perante todas as dificuldades de o(a) subestimarem, ser tal como é, genuíno(a), acreditar sempre e verdadeiramente nas suas capacidades. Não obstante, é também posteriormente a maior prova ou lição para todos(as) aqueles(as) que duvidam do valor. É um facto que ninguém encara com leveza aquele que se supervaloriza, mas “pior emenda que o soneto” é aquela em que a pessoa não é valorizada e também ela não acredita em si própria. Os sinais são evidentes: a recusa de elogios por parte de outrem “O mérito não é meu, X é que foi a peça fundamental.”; ter o complexo de inferioridade perante outras pessoas “Não está a olhar para mim, eu sou demasiado feio(a), de certeza é que é para Y, pela auto confiança e segurança.”, ou “Faz isso a todos(as), eu não sou especial.” A sociedade, às vezes, parece estar do avesso. Os que subestimam pessoas, consideram-se mais inteligentes e os que se subestimam consideram-se incultos. Na realidade é o oposto. Os que subestimam negativamente é que são incultos porque não reconhecem que todas as pessoas independentemente do status social ou económico tem o seu valor, e os que se subestimam a eles (as) próprios são os mais inteligentes porque compreendem e dão novas oportunidades aqueles que tem má personalidade, poucos ou nenhuns valores, que os desvalorizam no dia-a-dia. Existem atores e atrizes secundárias na sua vida de cada pessoa, mas o (a) protagonista é você! Não acreditam? Deixe fluir… mais hipóteses tem de surpreender!

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