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Braga, quarta-feira

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Estudantes fizeram ouvir a sua voz: a luta continua

Vida e Obra de Paulo Freire – Parte III

Estudantes fizeram ouvir a sua voz: a luta continua

Ideias Políticas

2023-06-06 às 06h00

Gonçalo Silva Gonçalo Silva

A Juventude Comunista Portuguesa saúda os milhares de estudantes do Ensino Secundário que saíram à rua através do apelo do movimento Voz aos Estudantes na passada semana, enquadrado na semana de agitação pelo fim dos exames nacionais que se reuniram e fizeram ouvir a sua voz em dezenas de pontos de norte a sul do país.
Continua assim a luta por mais professores, funcionários e psicólogos, pela efectivação do ensino da Educação Sexual, pelo fim dos Exames Nacionais e especialmente pela posição do governo acerca das mais recentes alterações ao peso dos exames nacionais.
Cá no distrito de Braga, salientam-se quatro acções de luta distintas: na segunda-feira na Escola Secundário Carlos Amarante, na terça-feira no Dona Maria II, na quarta-feira na Escola Secundária de Amares e na quinta-feira no liceu Martins Sarmento em Guimarães.

Os estudantes continuam sem serem ouvidos sobre o novo modelo de acesso ao ensino superior, que prevê que os exames tenham no mínimo 50% de peso na candidatura, equivalendo 3 anos a 2 horas. Um método de avaliação de estudo ultrapassado e injusto, que privilegia o estudo “decorado” e menospreza a aprendizagem dinâmica, completa, assente no espírito crítico e na formação completa do indivíduo.
Mais uma vez começa a época de exames nacionais, de muita carga e pressão para os estudantes, repleta de questões para o futuro.
Futuro este que, incerto, agrava-se quando uma palavra mal escrita, uma conta de álgebra com o mais pequeno erro pode ter impactos fulcrais no futuro académico daqueles que pretendem ingressar no Ensino Superior.
O ano lectivo está a terminar, mas os problemas nas escolas persistem. A ES de Amares ainda precisa de obras urgentes, a Carlos Amarante necessita de restruturação nas oficinas do Ensino Profissional e o Dona Maria II no pavilhão desportivo.

Agravam-se ainda as gritantes faltas de funcionários e de psicólogos nas Escolas, que não só comprometem o normal funcionamento do ensino como também deixa desamparada a saúde mental dos alunos.
A JCP rejeita que se ergam cada vez mais barreiras ao ensino - e a luta dos estudantes comprova a necessidade urgente de garantir uma Escola Democrática e de Qualidade. São assim também rejeitadas tentativas de atribuir às entidades municipais o encargo de financiar as escolas, retirando essa responsabilidade ao Ministério da Educação, alteração que só irá aprofundar o fundo já existente entre escolas de diferentes municípios consoante a sua proximidade (ou não) aos grandes centros urbanos.

Cabe ao Estado, segundo a Constituição da República Portuguesa assegurar que a Escola Pública contribua para a ”superação de desigualdades económicas, sociais e culturais, habilitar os cidadãos a participar democraticamente numa sociedade “ (Art. 74º, CRP).
É com a luta organizada e consequente que os estudantes rejeitam as tentativas de imposição de um modelo de Ensino diferente ao modelo que Abril ergueu em Portugal e só por este caminho será possível defender os valores da democracia e construir a Escola Pública que ficou por cumprir.

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