Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Estrela Maravilha

O Estado da União

Conta o Leitor

2014-08-22 às 06h00

Escritor

Ana Teresa Cruz

Acordei num dia radioso, ouvia lá fora os passarinhos a chilrear de alegria e aquele tão maravilhoso sol batia forte no meu rosto, transmitindo-me uma sensação de conforto e estabilidade... No mesmo local estava uma luz predominante no meu coração e cujo brilho era tão grande que o meu olhar transparecia emoção e orgulho. O seu nome era Lua. Ambos eram estonteantes. Meus olhos seguiam um e outro e faziam um percurso de ida e volta, sempre com o olhar fixados naquele brilho...

Mais tarde acabei por me levantar calmamente e já não sabia se estava no lugar do Sol, ou se estava a acompanhar a Lua... sabia apenas que havia sempre um brilho que me guiava, mas como já disse, não sabia a qual dos dois (Sol ou Lua) o brilho pertencia. Então segui-o. A melodia que soava dentro de mim enchia-me de harmonia e de glória, mas aquele brilho, à medida que avançava, cansava-me o olhar... Foi então que uma pequena fonte de energia se fez ver... tinha uma forma muito própria, parecia-me... uma estrela! Não resisti à tentação de me aproximar dela e ver qual o motivo pelo qual me atraía...

O seu nome era Maravilha, a Estrela Maravilha. E era mesmo... Corri tudo de volta para voar ao relento, perto das constelações. Aí eu sabia que poderia encontrar o Sol, ou mesmo a Lua. Quando lá cheguei, depare-me com o céu nublado... o Sol não conseguia transmitir luz para a Terra e tudo e todos estavam cabisbaixos e escuros, tristes como o céu...

À noite, as nuvens permaneciam no céu e cobriam a Lua e nem mesmo aquele brilho quase infinito conseguia impedir as nuvens de se apoderarem dela mesma... nenhuma tinha brilho suficiente para iluminar a Terra... Foi então que a Estrela Maravilha decidiu aparecer e cobrir o céu do seu magnífico brilho que me cegava cada vez mais os olhos.

Na Terra, as cabeças ergueram-se e os sorrisos formaram-se... um tão grande brilho se instalou num tão grande local, vindo de um ser tão pequeno, mas tão talentoso!
Repentinamente, os meus olhos abriram-se e o meu sorriso permaneceu... tinha sido tudo um sonho! Percebi que nunca podemos olhar para o tamanho ou a quantidade, se o que é importante é a qualidade e o devido valor das coisas. Aliás, uma tão simples estrela tinha mais brilho e poder do que a Lua, ou o Sol...!

Saí do meu quarto pela janela e deitei-me no jardim, a observar as estrelas... Será que alguma delas era a Estrela Maravilha? Fechei os olhos devagar e pousei a cabeça na palma da mão, e algo predominava no meu pensamento e se fez essencial na minha vida: a Estrela Maravilha.

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