Correio do Minho

Braga, terça-feira

Estratégia europeia para os plásticos

Dar banho às virgens

Ideias

2018-02-07 às 06h00

Pedro Machado

No passado dia 16 de janeiro, a Comissão Europeia adotou a primeira estratégia europeia para os plásticos, no seguimento do modelo de economia circular.
O principal objetivo desta estratégia é proteger o ambiente da poluição provocada pelo plástico, mas também lançar uma nova economia para este material, fomentando a inovação.
A principal meta é que TODAS as embalagens de plástico sejam recicláveis, em 2030.
Nós, os cidadãos europeus, geramos por ano, 25 milhões de toneladas de resíduos de plástico, das quais menos de 30% são recolhidos para reciclagem.
Por este motivo, os plásticos constituem 85% do lixo encontrado nas praias e oceanos. Os plásticos chegam inclusivamente aos pulmões e ao prato dos cidadãos sob a forma de microplásticos que pairam no ar e se encontram na água e alimentos. Os efeitos, a longo prazo, para a saúde são ainda desconhecidos.

A estratégia agora adotada vai alterar o modo de conceção, produção, utilização e reciclagem dos bens em plástico, na União Europeia.
As empresas terão de tornar as suas embalagens totalmente recicláveis, aumentando a quantidade de resíduos plásticos valorizados. Para isso, é necessário que os resíduos de plástico sejam separados e colocados no ecoponto amarelo.
Por outro lado, também se continuará a apostar na redução dos resíduos plásticos, a exemplo da legislação sobre os sacos de plástico.

Outra questão, cujo debate é agora lançado diz respeito aos plásticos descartáveis. Esta temática está a ser debatida na Assembleia da República, com várias propostas apresentadas pelos vários partidos: desde a proibição da comercialização deste tipo de louça de plástico, à permissão da utilização de louça de plástico apenas em algumas atividades e eventos, a substituição do plástico por materiais biodegradáveis ou duradouros e campanhas de sensibilização associadas a uma estratégia para a redução gradual deste tipo de materiais. Apesar do consenso de que há necessidade de reduzir o plástico, há discordância quanto à abrangência das medidas a adotar, por isso as propostas serão agora discutidas na comissão de ambiente.

Apesar da sensibilização que é feita, há vários anos, para a redução, reutilização e reciclagem do plástico, para a redução dos resíduos de embalagem, que foi o tema da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos 2016, iniciativa da qual, como sabem, a Braval é coordenadora, na nossa área geográfica, desde 2014, há sempre quem não seja sensível a estas questões e, por essa razão, os Estados-Membros da união Europeia terão de impor medidas, muitas vezes acompanhadas de penalizações financeiras.
É inegável que o plástico veio revolucionar os hábitos da sociedade. No entanto, a utilização exponencial deste material tornou-se problemática, dado que é um resíduo poluente e de difícil degradação.
Não espere que se torne uma obrigatoriedade, façamos já a nossa parte: reduzir, reutilizar e reciclar o plástico.
Ajude-nos, ajudando-se!

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