Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Estenose lombar afeta população acima dos 65

Jornais centenários: unanimidade no Parlamento

Escreve quem sabe

2013-10-12 às 06h00

Paulo Pereira

A coluna é uma estrutura móvel sujeita a um processo degenerativo gradual. Este processo pode ser mais rápido ou mais lento, dependendo dos indivíduos. O desgaste progressivo das vértebras e dos discos da coluna, origina a estenose lombar que é o estreitamento do canal central da coluna vertebral e dos canais por onde saem as raízes nervosas. Estima-se que a estenose lombar afete entre cerca de 10 por cento da população geral e mais de 20 por cento acima dos 65 anos.

A estenose pode ser classificada como primária, causada por alterações congénitas ou desenvolvidas na primeira infância; ou secundária, resultante de alterações degenerativas ou como consequência de uma infeção, de um traumatismo ou de uma cirurgia. Embora seja mais frequente na região lombar, a estenose pode envolver também a região cervical ou, mais raramente, dorsal.

Os sintomas relacionados com a estenose podem instalar-se e progredir de forma mais ou menos rápida. A compressão das raízes nervosas pode provocar dor, diminuição da força nos membros superiores e inferiores, diminuição da sensibilidade e mesmo alterações no controlo dos esfíncteres da bexiga e do ânus. Quando surge uma estenose na região lombar o doente tipicamente desenvolve uma dificuldade progressiva na marcha, com dores difusas e falta de força nos membros inferiores, que regridem quando o doente está em repouso e quando se senta. Com a progressão da estenose a marcha fica cada vez mais limitada.

O diagnóstico da estenose lombar é feito a partir dos sintomas do doente e dos dados do exame físico. A confirmação do dia-gnóstico é feita através de exames de imagem, mais frequentemente a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada da coluna lombar.
Quando os sintomas são ligeiros, o recurso a medicamentos, alterações do estilo de vida e um programa de fisioterapia podem ser suficientes para o alívio dos sintomas.

No entanto, quando os sintomas se tornam mais graves, a cirurgia torna-se necessária para descompressão das estruturas nervosas e geralmente traduz-se numa melhoria significativa da qualidade de vida do doente. Em algumas situações, para além da descompressão é necessária uma estabilização da coluna vertebral.

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