Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Estado providencia? Mais uma birra ideológica? Agora as IPSS?

Trade-offs

Ideias Políticas

2016-06-14 às 06h00

Francisco Mota

O Estado Providência é um tipo de organização política e económica que coloca o Estado como agente da promoção social e organizador da economia. Comtempla a participação massiva do estado em todas as operações económicas. Nesta orientação, o Estado é o agente regulamentador de toda a vida e saúde social, política econômica do país.
Este modelo é anti-económico já que desvia investimentos, provoca improdutividade, leva a ineficácia e ineficiência do aparelho estatal e, no fundo, é a negação da liberdade e da propriedade privada. Actualmente é aplicado em países com Cuba ou a República Popular da China.

Olhar o futuro de Portugal assente num modelo económico deste género seria o retrocesso do País. Ainda nestes dias comemoramos o dia de Portugal e das comunidades. O país tem valor pela sua nacionalidade, história, património, gentes e instituições que todos os dias constroem o nosso Portugal. Contudo há partidos que não compreendem isso e não respeitam o desenvolvimento social. Para eles existe apenas um partido, o estado, a voz, a oportunidade singular, inchados pela ilegitimidade da geringonça querem destruir o que foi construído ao longo de séculos.
O PCP apresentou na Assembleia da República o Projeto de Resolução n.º 352/XIII/1.ª no qual defende o fim do apoio financeiro e da contratualização do Estado com as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) no âmbito da educação pré-escolar.

Para os comunistas, é ao estado que compete criar um sistema público de educação pré-escolar, por isso, recomenda ao governo que 'proceda à elaboração de um Programa de alargamento da resposta pública ao nível dos equipamentos de educação pré-escolar e respetivo financiamento'.
Este projeto deu entrada no Parlamento no dia 1 de junho de 2016.
A perseguição aos “Contratos Associação” são sem sombra de dúvidas apenas a ponta do iceberg. A geringonça quer destruir o nosso Portugal, e através do comité central controlar as opções, as escolhas, a vida e a Liberdade dos Portugueses.

Este é mais um ataque ideológico e de afronta perante instituições que diariamente, ao longo dos tempos, permitiram e permitem a milhares de portugueses serem apoiados e auxiliados na edução e formação dos seus filhos. São as IPSS que dão uma resposta de proximidade não apenas na questão do pré-escolar mas também na acção social perante os mais desfavorecidos e desprotegidos da sociedade.

O Partido Comunista começa a demostrar ao que veio, afiando as agarradas contra tudo o que possa ser exercido por iniciativa privada ou religiosa. Sabemos de ante mão que o PCP estancou no desenvolvimento democrático falta saber é o que vai o Partido Socialista fazer perante as exigências da estrema esquerda. Os portugueses, diante o ataque às instituições, começam a ficar preocupados e em alerta para o perigo iminente de uma ditadura de esquerda desenhada e orquestrada nas catacumbas da Avenida da Liberda em Lisboa.

Portugal e os Portugueses não merecem, nem muito menos escolheram, uma receita deste gabarito. Até onde poderá ir a hipocrisia do Partido Socialista? Qual o caminho? O que vem a seguir?
Ficam as dúvidas na certeza de ambicionar um Portugal diferente na construção do futuro das novas gerações!

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