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Ideias Políticas

2020-05-26 às 06h00

Rita Barros Rita Barros

Se há coisa que cedo se provou assim que a crise sanitária decorrente da Covid-19 chegou, é que são os trabalhadores que fazem o mundo (humano) mexer. Sim, a economia, mas não o mercado financeiro, não o mercado imobiliário, não os mercados especulativos, mas os agricultores, os pescadores, os operários das fábricas, os camionistas, os distribuidores, os trabalhadores de supermercado, etc. – todos os que produzem alimentos e bens essenciais e todos os que garantem que chegam à população. E, com eles, os funcionários públicos e municipais que permitiram, por um lado, uma resposta impressionante na Saúde, Educação, Segurança Social, Higiene e Limpeza, transportes públicos, entre tantos outros.

E se isto é verdade, então o seu trabalho, esforço e dedicação, tem que ter uma resposta justa. Resposta esta ao nível da contratualização, dos salários, da progressão nas carreiras, e, agora também, na higiene dos locais de trabalho.
A crise sanitária, e a posterior, económica, não podem servir de justificação para coartar os direitos dos trabalhadores. Tal como a democracia, as liberdades e garantias do Estado de Direito, eles não podem ser suspensos por tempo indeterminado para bem da Nação porque, como está visto, a Nação depende precisamente deles. Depende dos que continuaram a ir trabalhar, apesar dos receios, quer porque não tinham alternativa (a renda, contas da água e luz não foram suspensas), quer porque consideraram que o seu papel era importante ou indispensável neste período.

É necessário, possivelmente até mais nesta altura, exigir que os direitos conquistados sejam cumpridos, e não sujeitarmo-nos a abusos e exploração, de que infelizmente a região tem vários exemplos. A História prova que os direitos são conquistados pela luta, e em momento nenhum oferecidos de bandeja. Não é fácil, mas abdicar de o fazer só traz desvantagens, previsíveis e imprevisíveis.
Uma palavra também para a Cultura, outra área que se provou essencial durante os últimos meses, quer pela necessidade de criar, quer pela de usufruir, por entretenimento ou vontade de aprender. Sem Cultura, a nossa sanidade mental teria sido certamente mais afectada nestes tempos, e assim acontecerá se não garantirmos que os criadores têm espaço e condições de criar, produzir e transformar. Os trabalhadores da Cultura eram já dos mais desprotegidos antes da crise, que os veio exacerbar. Solidarizo-me com o movimento ‘Unidos Pelo Presente e Futuro da Cultura em Portugal’, pela dignidade e direitos de quem está habituado a dar tudo o que tem.
O risco de suspendermos a Cultura, é a de a destruirmos.

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