Correio do Minho

Braga, sexta-feira

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Espírito natalício? E civismo?

Como vai ser a proteção do consumidor europeu nos próximos anos

Ideias

2011-01-05 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Apesar dos repetidos apelos feitos pela Braval para que o civismo dos cidadãos se mostrasse durante o período festivo, relativamente à recolha de resíduos, mais uma vez, e com grande desilusão verifiquei que tal não aconteceu na totalidade.
Solicitou-se que as pessoas não colocassem o lixo fora dos ecopontos, caso estes se encontrassem cheios. Sendo resíduos “limpos”, sem cheiros, poder-se-iam guardar em casa mais algum tempo até que a recolha do ecoponto fosse efectuada.

A Braval colocou na rua equipas para a recolha de ecopontos, reforçando a sua recolha, durante o período festivo, nas zonas urbanas, para tentar minimizar este problema de ruas cheias de resíduos que aguardavam recolha.
No entanto, assisti a situações de ecopontos cheios de resíduos colocados fora do contentor, estando o mesmo vazio. Ainda que louvando a preocupação ambiental dos cidadãos, tenho de apelar ao civismo, pois esta situação acarreta alguns problemas de higiene pública. Os resíduos abandonados na via pública, ainda que estejam junto aos ecopontos provocam poluição visual, em caso de vento poderão ser espalhados pelas ruas, para além de, em caso de chuva, destruir o papel e cartão, impossibilitando a sua reciclagem.

Assisti também a resíduos domésticos colocados na rua nos feriados e dias sem recolha, ruas sujas, entre outras situações.
Estes comportamentos são sinal de pessoas individualistas que não pensam no bem comum, mas apenas na sua comodidade, desrespeitando os próprios vizinhos e os restantes cidadãos.
A Braval apela sempre a que estes comportamentos criminosos, pois são puníveis com coima pelo Regulamento Municipal de Resíduos, sejam denunciados por quem os presencia, sem receios para que estas pessoas que não respeitam aquilo que é de todos sejam responsabilizadas pelos seus comportamentos.

Todos somos responsáveis pela defesa da qualidade de vida ambiental do concelho onde vivemos, devemos dar o exemplo e responsabilizar quem não respeita as regras de civismo e de vida em sociedade. Só assim podemos evoluir.
É lamentável que “meia dúzia” de pessoas estraguem o esforço de todos os outros que todo o ano vivem com preocupação ambiental, separando os resíduos para reciclagem, cumprindo os horários e regras de deposição de resíduos, pondo em causa também o trabalho de uma equipa que se esforçou para minimizar os problemas que provem do excesso de resíduos próprio da época natalícia.

Para estes comportamentos deixem de existir é necessária, como sempre, sensibilização ambiental, que é feitas nas escolas mas que tem que continuar em casa, neste caso, com os filhos a sensibilizarem os pais e não os pais a “estragar” todo o trabalho feito nas escolas.

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