Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Escuteiros: Mensageiros da Paz

‘Tu decides’ e o AE Maximinos move-se pela cidadania

Escreve quem sabe

2013-01-04 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

O escutismo mundial lançou, nos finais de 2001, um programa Dons para a Paz que mobilizou mais de dez milhões de escuteiros, em 110 países, nos cinco continentes, em ações para promover a paz nas suas comunidades:
• os escuteiros de Salvador (país da América Central) trabalharam com os gangues de bairros violentos;
• os escuteiros de Nova Orleães (Luisiana - USA) trabalharam no terreno após do desastre provocado pelo Katrina;
• a operação Fénix dos escuteiros do Líbano;
• os escuteiros da região dos Grandes Lagos, em África, que desenvolveram um extraordinário projeto de educação para a paz interétnica;
• os escuteiros da Serra Leoa (África Ocidental) que reconstruíram as suas comunidades depois da sangrenta guerra civil;
• os escuteiros da Irlanda que reuniram jovens católicos e protestantes;
• os escuteiros do Haiti que realizaram um trabalho extraordinário de socorro, ajuda e reabilitação depois do mortífero sismo de 2010.

A ter conhecimento de ações como estas, o rei da Arábia Saudita declarou, no seu país, os escuteiros como Mensageiros da Paz. Ele e o rei da Suécia (que é o presidente honorário da Fundação Mundial do Escutismo) lançaram oficialmente, em setembro de 2011, a iniciativa “Mensageiros da Paz”.

O objetivo deste projeto é motivar e inspirar milhões de jovens a trabalhar para a causa do Escutismo: criar um mundo melhor! Encorajando os jovens a serem líderes na vidas das suas comunidades e no mundo.

No movimento escutista o conceito de paz envolve três dimensões:
1. a dimensão pessoal: harmonia, justiça e igualdade;
2. a dimensão comunitária: paz por oposição a hostilidade ou a conflito violento;
3. a dimensão relacional do homem com o meio: segurança, bem-estar económico e social e a relação com o património natural e construído.

Qualquer escuteiro que participe num projeto que tenha um impacto importante na comunidade, no quadro destas três dimensões, pode ser qualificado de Mensageiro da Paz.
Para Baden-Powell “a paz não pode ser garantida unicamente por interesses comerciais, alianças militares, desarmamento geral ou tratados recíprocos, a menos que o espírito de paz esteja presente na mente e na vontade de todos os povos. Isto é uma questão de educação” (1926), por sua vez o papa Bento XVI, na sua homilia proferida na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, no XLVI dia Mundial da Paz, no primeiro dia de 2013, lembra-nos que “o homem é feito para a paz que é um dom de Deus” e que “a paz é, simultaneamente, dom messiânico e obra humana.... é paz com Deus, vivendo conforme à sua vontade; é paz interior consigo mesmo, e paz exterior com o próximo e com toda a criação. Sim, a paz é bem por excelência que deve ser invocado como um dom de Deus e, ao mesmo tempo, que deve ser construído com todo o esforço”.

Por isso, o Escutismo encara este projeto de “Mensageiros da Paz” como um excelente instrumento que, usando a metodologia escutista, permite a cada jovem crescer para a justiça, suporte fundamental da paz, contribuindo assim para a criação de um mundo melhor!

•••••••••

P.S.
Aproveito a ocasião para desejar, a todos os leitores e profissionais do Correio do Minho, votos de um Novo Ano marcado pela presença de Saúde e Felicidade nos seus lares e impregnado pelo suave perfume de Paz que cada um liberta pelas as suas vivências quotidianas.

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